Capítulo 56

772 83 44
                                        

CAPÍTULO 56

POV MARAISA

Alguns dias mais tarde, Marília, Maiara e eu saímos para almoçar em um restaurante um pouco mais afastado da empresa. Já no final do almoço, fui com a Maiara ao banheiro e, quando estávamos voltando, vi um homem parado ao lado da nossa mesa, ele estava de costas para mim.

Quando chegamos mais perto e ficamos frente a frente com ele, senti um calafrio percorrer o meu corpo. Eu sabia exatamente quem era aquele homem, aliás, como poderia me esquecer?

Assim que nos viu, um sorriso sacana brotou nos seus lábios.

-Olha só, as minhas enteadas favoritas! -abriu os braços insinuando um abraço que, obviamente, não iria acontecer.

Minha irmã ficou branca e estática imediatamente. Eu, por outro lado, assumi minha postura protetora e vesti uma armadura que usei com esse homem durante toda a minha adolescência.

-Eu estava observando as duas desde que entraram, mas só agora consegui vir cumprimentar vocês e matar a saudade. Não vão me dar nenhum beijinho?

Permanecemos em silêncio.

-E quem é a loirinha? -apontou para Marília.

Ela também não disse nada, apenas o encarou de cara feia.

-Confesso que sempre soube que vocês ficariam boas, mas não pensei que fosse tanto. -nos mediu de cima a baixo, comendo nossos corpos com os olhos.

Engoli em seco, me lembrando de todas as gracinhas que ele fazia com a gente durante a nossa adolescência.

Maiara ainda permanecia imóvel, cada vez pior a cada fala do Rogério.

-Já nos cumprimentou e já matou a saudade. Agora, pode ir embora. -rosnei irritada.

-Maraisa sempre bravinha, né? -riu. -Confesso que até sinto saudades disso. Mas o que eu sinto saudades mesmo é do seu temperinho, quando posso dar uma passadinha lá pra você cozinhar pra mim de novo?

Ele falava tudo com um ar sacana que me dava enjôos.

-Nunca. Agora, se nos dá licença... -fui brusca mais uma vez, mas não adiantou, ele continuou lá.

-Maiara sempre tão quietinha. -observou minha irmã. -Sinto saudades das nossas tardes juntos.

Imediatamente, a ruiva começou a tremer e seus olhos se encheram de lágrimas, o que me preocupou mais ainda.

-Nossas tardes juntos quando a Maraisa não estava em casa... -continuou. -Aliás, pra onde você ia, Maraisa?

-Não é da sua conta! -o cortei outra vez. -Se não sair daqui, vou ser obrigada a chamar o segurança!

Ele riu, mas logo se rendeu, concordando em ir embora ou pelo menos se afastar.

-Foi bom reencontrar vocês! Até breve!

O homem se afastou, me deixando aliviada instantaneamente.

-Desgraçado! -rosnei.

-Amor, calma. -Marilia me abraçou de lado. -Ele é o antigo namorado da sua mãe, né? Aquele padrasto que você já me falou.

-Aham. -assenti. -É um nojento!

-Nota-se há metros de distância. -a loira concordou. -Mas ele já foi e...

-Podemos ir embora? -Maiara interrompeu em um pedido desesperado. Ela ainda estava bem abalada.

-Claro, metade.


Macarons - MalilaOnde histórias criam vida. Descubra agora