POV ERIC
O hospital é um labirinto de corredores brancos e sons distantes de máquinas médicas. Meu coração bate forte. A angústia sufoca-me enquanto me aproximo da sala de emergência onde Clara está sendo atendida. As mãos trêmulas tentam abrir a porta, e finalmente, entro no pequeno espaço iluminado por luzes fluorescentes.
Clara está deitada na maca, imersa em um emaranhado de fios e tubos. Sua pele pálida contrasta com o azul hospitalar. Respirar tornou-se um esforço visível para ela, e a visão corta meu coração em pedaços. Seus olhos estão fechados, e eu sinto um aperto na garganta só de pensar que posso perdê-la.
— Clara... — minha voz sai num sussurro, misturado com desespero.
Os médicos e enfermeiros ao redor estão focados em seus afazeres, mas me sinto à margem do tempo, completamente impotente.
— Tio Eric... — A voz de Francis, meu sobrinho médico, chama minha atenção. Ele se aproxima com um olhar sério, indicando que tem informações cruciais.
— Como ela está? Francis, por favor, me diz que ela vai ficar bem. — imploro, segurando meu desespero.
Francis suspira, buscando as palavras certas.
— Tio, ela perdeu muito sangue, e o tiro causou danos significativos. Ela está passando por uma cirurgia agora para tentar controlar os danos e reparar os ferimentos. A situação é crítica, mas estamos fazendo o possível. — ele explica, mantendo a voz firme para me transmitir confiança.
Sinto um peso enorme no peito.
— Francis, você tem que salvá-la. Ela é tudo para mim, para nós. — digo, com a voz embargada pela emoção.
— Eu sei, Tio. Vou fazer o meu melhor. Você precisa ser forte por ela. — ele aconselha, com um olhar que mistura profissionalismo e compaixão.
Assinto, tentando conter as lágrimas, e me aproximo de Clara. Seguro sua mão, sentindo-a fria e frágil sob a minha.
— Clara, meu amor, você precisa lutar. Henry Miguel precisa de você. Eu preciso de você. — sussurro, deixando escapar as palavras carregadas de sentimentos.
— Tio, eu já informei a mãe dela, como você pediu. Ela está a caminho. — diz Francis, colocando a mão em meu ombro.
— Obrigado, Francis...
Observo enquanto os médicos continuam seu trabalho frenético ao redor de Clara, e meu coração aperta ainda mais.
Enquanto aguardo ansiosamente notícias, minha mente corre por labirintos de memórias compartilhadas com Clara. Lembro-me de como nos conhecemos, dos momentos felizes e desafiadores que enfrentamos juntos. O pensamento de perdê-la é avassalador, e a sala de emergência parece um redemoinho de emoções.
O tempo passa lentamente, e cada segundo parece uma eternidade. Minha única âncora é a mão fria de Clara na minha, uma conexão frágil que me lembra da vida que está pendurada por um fio.
POV DYLAN
Estou na sala de espera na companhia de Guilherme e com Henry Miguel em meus braços, que está brincando com os dedos da minha mão, alheio à gravidade da situação. Cada minuto que passa parece uma eternidade, e a espera é quase insuportável.
— Dylan, eu não consigo acreditar que isso está acontecendo. — diz Guilherme, angustiado e abalado.
— Nem eu, Guilherme. Parece um pesadelo. — respondo, olhando para Henry Miguel, tentando encontrar forças para ser o apoio que ele precisa.
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O Professor - Livro 2
RomanceApós Clara descobrir que o atual namorado de sua mãe é na verdade Eric, seu ex-namorado, ela se vê diante de um grande dilema e precisa decidir se deve confrontá-los ou guardar segredo. Enquanto isso, Dylan retorna à cidade para tentar superar seus...