Estou em choque, segurando o telefone como se fosse um artefato perigoso. Uma sensação de impotência me envolve. Não posso arriscar a vida do meu filho, mas também não posso simplesmente ficar parada enquanto ele está nas mãos de um desconhecido.
A atendente da creche parece preocupada com minha reação e se aproxima cautelosamente.
— Senhora, por favor, podemos ajudar de alguma forma?
Eu tremo enquanto olho para ela, ainda segurando o telefone. Em seguida, recebo um telefonema do mesmo número desconhecido. Meu coração bate forte enquanto atendo, procurando um canto mais isolado para falar.
— Alô? — minha voz sai trêmula, misturando ansiedade e desespero.
— Olá, querida, tudo bem? — A voz do outro lado da linha é feminina, e meu coração dá um salto. Reconheço a voz, mas meu cérebro demora um momento para processar a informação.
— Quem é você? Onde está o meu filho? — pergunto, minha voz agora carregada de desespero.
Ela ri do outro lado da linha, uma risada gélida que envia arrepios pela minha espinha.
— Oh, Clara, Clara... Quanto drama.
— Quem é você? O que você fez com o meu filho? — repito, ignorando a risada sarcástica.
— Eu sou a Laura, querida, lembra de mim? Laura Almeida, o seu pior pesadelo.
Meu coração quase para ao ouvir o nome dela. A raiva borbulha dentro de mim, misturada com o medo e a angústia. Levo alguns segundos para processar o que está acontecendo.
— Laura, o que você fez com o Henry Miguel? Onde está o meu filho? — minha voz está carregada de urgência e temor.
— Calma, queridinha. Seja uma boa menina e ouça com atenção. Se quiser ver seu bebê novamente, faça exatamente o que eu disser.
— Você é uma louca! Por que está fazendo isso? Devolve o meu filho.
A risada de Laura ressoa novamente, fria e sem compaixão.
— Oh, Clara, não finja que não entende. Por sua culpa, o Eric me rejeitou várias vezes. E agora, chegou a hora de você pagar.
Minhas mãos tremem enquanto seguro o telefone, lutando contra o desejo de gritar com ela. Minha mente corre, tentando encontrar uma solução para esta situação desesperadora.
— O que você quer, Laura? Por favor, não machuque o meu bebê.
— Oh, não se preocupe, não sou uma assassina, mas posso fazer a sua vida se tornar um inferno. Aqui está o que eu quero: você vai seguir as minhas instruções à risca, sem chamar a polícia, sem tentar ser espertinha. Se fizer algo que eu não goste, adeus, bebê.
Ouvir essas palavras me deixa ainda mais apavorada, mas sei que tenho que manter a calma para garantir a segurança do Henry Miguel.
— O que você quer que eu faça?
— Venha você mesma buscar o seu filho, nós duas vamos acertar as contas. Você terá que vir até o endereço que vou enviar agora. Se fizer algo diferente do que eu disser, esqueça o seu filho.
Recebo a localização no meu telefone, e meu coração afunda ao ver que é um lugar distante, a seis horas de viagem de carro.
— Você tem o prazo de 24 horas para chegar até aqui, a partir de agora. Não pense em chamar a polícia ou qualquer outra pessoa. Apenas você. Seja rápida, queridinha, o tempo está correndo. Caso o contrário, o seu queridinho Henry Miguel vai pagar o preço.

VOCÊ ESTÁ LENDO
O Professor - Livro 2
RomansaApós Clara descobrir que o atual namorado de sua mãe é na verdade Eric, seu ex-namorado, ela se vê diante de um grande dilema e precisa decidir se deve confrontá-los ou guardar segredo. Enquanto isso, Dylan retorna à cidade para tentar superar seus...