Capítulo 136 - O Carinho de Eric

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POV DYLAN

Depois de passar algum tempo com Barbie e o nosso filho, chega a hora de me despedir. Coloco Henry Miguel com cuidado no berço, sorrindo para ele e acariciando sua bochecha macia.

— Até logo, garotão. Papai vai voltar em breve para mais aventuras — sussurro suavemente para o bebê.

Com um último olhar para o meu filho, eu me viro para Barbie, que está de pé ao meu lado, com um sorriso gentil no rosto.

— Obrigado por me permitir passar um tempo com ele, Barbie — digo.

— É sempre bom ver você com ele, Dylan. Henry Miguel tem muita sorte de ter um pai como você.

Eu sorrio, tocado pelas palavras dela.

— Eu vou fazer o meu melhor, Barbie. Ele é uma parte preciosa da minha vida, e vou garantir que ele saiba disso.

Nossos olhos se encontram por um momento, e há uma compreensão silenciosa entre nós. Nossa história pode ter mudado, mas nossa amizade continua forte.

— Cuide-se, Dylan, e até a próxima vez — ela diz, me abraçando com carinho.

— Você também, Barbie.

Com um último olhar para o bebê, eu saio do quarto, deixando Barbie com Henry Miguel. Enquanto caminho pelo corredor em direção à porta da frente, uma voz familiar chama meu nome.

— Dylan?

Eu me viro e vejo Guilherme, o irmão de Barbie, parado na entrada da casa. Seus olhos estão cheios de surpresa ao me ver.

— E aí, Guilherme! Quanto tempo! — eu digo, dando um aperto de mão para ele.

— E aí, Dylan... Você veio visitar o seu filho? — ele pergunta.

— Sim, acabei de passar um tempo com ele. E você? Está vindo da onde? — pergunto, enquanto observo que Guilherme está vestido com seu uniforme escolar.

Guilherme dá de ombros e sorri.

— Estou voltando da escola. Mês que vem estou terminando o ensino médio. Em breve, eu vou para a faculdade.

— Isso é ótimo, cara! Parece que as coisas estão indo bem para você — eu digo, genuinamente feliz pela conquista de Guilherme.

Guilherme assente, parecendo satisfeito.

— Sim, as coisas estão se encaixando. E você, Dylan, como tem passado?

Eu dou de ombros, tentando parecer descontraído.

— Bem, você sabe como é, Guilherme, sempre vivendo no limite. Mas agora, tenho meu filho para cuidar, e isso é o mais importante para mim.

Guilherme assente, e há um breve silêncio enquanto nos olhamos. Eu sei que ele deve estar se perguntando sobre a minha relação com Clara e o bebê, mas não quero entrar em detalhes naquele momento.

— Então, como você está se sentindo depois da morte do Henry? — pergunto, tentando mudar o foco da conversa.

Guilherme parece um pouco surpreso com a pergunta, mas depois suspira e olha para o chão por um momento.

— Eu não sei como explicar, Dylan... Eu sinto falta dele todos os dias... Às vezes eu não consigo acreditar que ele foi tirado de mim...

Eu vejo a dor nos olhos de Guilherme e me sinto angustiado com a lembrança da perda do meu irmão. Nós dois sofremos muito com a morte dele, e essa ferida nunca realmente cicatriza.

O Professor - Livro 2Onde histórias criam vida. Descubra agora