A vegetação densa do matagal nos cerca, oferecendo um mínimo de cobertura enquanto corremos para escapar dos disparos incessantes. Os galhos e folhas arranham nossos rostos, mas a urgência da situação nos impede de desacelerar.
Dylan, sempre à frente, grita para mim:
— Mais rápido, Barbie! Precisamos nos afastar deles!
A escuridão torna a fuga ainda mais desafiadora, mas a luz da lua acima nos guia pelo labirinto de árvores. O som dos tiros ecoa, misturando-se ao ruído da noite. Cada passo parece uma corrida contra o tempo, enquanto os homens atrás de nós não mostram sinais de desistir.
Continuamos a correr pelo matagal, guiados apenas pela luz trêmula da lua. Os tiros continuam a ressoar. Meu coração bate descontroladamente, e a respiração ofegante compete com o som dos passos apressados na terra.
Dylan, à frente, mantém-se focado em encontrar um esconderijo seguro. A vegetação espessa parece fechar-se ao nosso redor, aumentando ainda mais a sensação de desespero. Os tiros, cada vez mais próximos, ecoam como trovões na noite silenciosa.
— Dylan, para onde estamos indo? — grito, mal conseguindo ouvir minha própria voz acima do tumulto.
— Apenas continue correndo, Barbie! Vamos encontrar um lugar seguro!
A respiração entrecortada se mistura ao som dos tiros, e a escuridão da floresta se torna mais densa a cada passo. Dylan lidera o caminho, guiando-me por entre árvores e arbustos enquanto tentamos nos distanciar dos perseguidores. Os homens continuam atrás de nós, determinados a nos alcançar.
Encontramos uma clareira, e Dylan me puxa para dentro dela, tentando usar a vegetação ao redor como cobertura. Ofegantes, nos escondemos atrás de algumas árvores, tentando recuperar o fôlego. Os homens ainda estão por perto, ouço as vozes deles ecoando pela floresta enquanto procuram por nós.
— Estou com medo, Dylan... — sussurro, sentindo o pânico se misturar com a exaustão em minha voz.
— Xiiu... Calma, Barbie. Eles não nos encontraram ainda. Precisamos ficar quietos e esperar. — Dylan sussurra, tampando a minha boca com a mão para garantir que nenhum som escape.
A clareira se transforma em nosso esconderijo precário. Encolhidos atrás das árvores, tentamos controlar a respiração, desejando ardentemente que o som dos passos dos perseguidores desapareça na noite.
Os homens continuam a vasculhar a área e suas vozes estão cada vez mais próximas. Dylan mantém a calma, mas vejo a tensão em seus olhos enquanto escuta atentamente os movimentos dos intrusos. Vejo ele segurando firmemente a arma, pronto para agir se necessário. A cada passo dos homens, meu coração acelera. A respiração contida parece ecoar alto demais na quietude da noite.
— Eles devem estar por aqui. Não devem ter ido muito longe — diz um dos homens, cuja voz ressoa próximo à nossa posição.
— Fica quietinha, Barbie. Eles vão embora logo. — Dylan sussurra, mantendo seus olhos fixos nos intrusos.
Os homens continuam a vasculhar a clareira, suas vozes tornando-se mais audíveis à medida que se aproximam. Fico imóvel, com os olhos fixos em Dylan, buscando conforto em sua presença. Ele pressiona um dedo nos lábios, pedindo silêncio, enquanto seus olhos transmitem determinação.
— Ouvi algo ali naqueles arbustos. Vamos conferir. — A voz de um dos homens soa ainda mais perto.
Sinto meu coração martelando no peito, temendo que qualquer som traia nossa localização.
— Rápido, vamos sair daqui — Dylan murmura, puxando-me suavemente para longe da área onde nos escondemos. Nós engatinhamos por entre a vegetação, mantendo-nos o mais silenciosos possível. Os homens continuam sua busca, cada vez mais próximos de onde estávamos escondidos.
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O Professor - Livro 2
RomanceApós Clara descobrir que o atual namorado de sua mãe é na verdade Eric, seu ex-namorado, ela se vê diante de um grande dilema e precisa decidir se deve confrontá-los ou guardar segredo. Enquanto isso, Dylan retorna à cidade para tentar superar seus...