Sabios Conselhos

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  John estava parado na porta do quarto vendo Ana cobrir seus filhos que dormiam na cama dela. Ainda era final da tarde e eles havia ficado tão cansados de tanto chorar assustados pelo que aconteceu, que acabaram adormecendo enquanto Ana os acalmava com uma canção de ninar que Johnny não entendeu por ela estar cantando em Português. 

Assim que Ana saiu encostando a porta, John falou baixinho.

-Foi uma boa canção.

Ana sorriu para ele

-Sim. É uma canção chamada "Brincar de Sonhar"  de uma cantora infantil chamada: Xuxa Meneghel...se quiser, posso cantar pra faze-lo dormir também. 

Ana brincou. John sorriu e olhou para o chão

-Embora eu tenha gostado bastante, acho que já sou grandinho demais para dormir com canções de ninar, Ana.

-Bobagem!...até eu gosto de escutar às vezes. _ele reparou que ela inconscientemente alisava o braço.  John olhou para ele e seu sorriso desapareceu ao ver a marca de dedos e o roxeado que se formou em volta.

-Ana...foi Natali quem fez isso?

Ele pegou o braço dela para analisar

-Não é grande coisa, John. Isso deve desaparecer em breve.

-Não. Vem! Vamos passar uma pomada.

John a pegou pela mão e a levou para o quarto. Ana nunca tinha entrado ali. Tinha muito a ver com ele.

-Este quarto tem a sua cara. _disse ela ao vê-lo entrar no banheiro para pegar o kit de primeiros socorros. Quando voltou ao quarto, sorriu para Ana.

-Obrigado.  Eu pedi que o reformasse no ano passado. Senta aqui. _ele caminhou até a cama e sentou, pedindo que Ana fizesse o mesmo. _-Não vai doer. Prometo ser gentil.

Disse ele pegando o braço dela que se arrepiou ao toque.

-Confio em você. _Disse e seus olhos se encontraram. John sorriu ladino e logo começou a passar a pomada transparente no braço de Ana. Ele realmente era muito gentil ao toca-la. Ficaram em silêncio por alguns segundos, até ele voltar a guardar a pomada. 

-Pronto. Amanhã estará bem melhor.

-Obrigado doutor. _ela brincou fazendo sorrir tímido.

-Ana...

-Uh?

-Eu sinto muito pelo que Natali fez.

Ana negou com a cabeça

-Não se culpe, John. Você também foi uma vítima.  E como disse; acabou. Tudo irá se resolver agora.

-Sim _ele coçou o nariz enquanto assentia _-Obrigado por defender meus filhos mais uma vez. Eu tive uma conversa com o Alex mais cedo e ele me contou da ofensa que Natali cometeu contra eles. Você os defendeu, assim como defendeu Alex quando ele estava sendo intimidado na escola.

-O-o quê? Você-você sabe disso? _John acenou com um sorriso de canto de boca_-Ma-mais como que...?

-Alex me contou. Ele tinha medo que eu descobrisse de uma forma ou de outra e acabasse brigando com você por ter resolvido as coisas com as próprias mãos, mas eu entendi.  Seria um escândalo para o meu filho no ensino médio se isso viesse a público.  Você fez o que achou ser o certo. Até nas coisas mais simples, você o defendeu, então eu nunca poderia brigar com você por isso. Sou muito grato, Ana. Muito mesmo.

-Foi um prazer, senhor. Seus filhos são meus meninos _eles sorriram_-Eu faria qualquer coisa por eles...por todos dessa casa, na verdade.

-Até por mim?

A Jovem e o Cavalheiro Onde histórias criam vida. Descubra agora