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Mentira e amor, ambos caminhando lado a lado. Uma história de mistério onde Vegas, aparentemente é aberto demais, enquanto Pete parece guardar segredos de todos. Uma teia desastrosa os envolve os levando dire...
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— Vem comigo, cara. — É a voz do Nop falando com o Boss. Ele tenta levar o outro homem para dentro.
— É seguro deixar o Vegas com esse cara? — Boss questiona, preocupado, nos encarando.
Meu coração acelera o dobro depois dessa fala. É difícil manter o Pete quieto, mas depois disso torna-se quase impossível. Eu não sei o que esperar dessa versão dele e isso me causa receio, pois é a primeira vez que não consigo ler seus olhos. Estou com medo da forma como ele possa se machucar desta vez.
Ele se afasta imediatamente e encara o outro homem.
— Quem esse babaca pensa que é?! — Voltou a se alterar. Pete costuma controlar seus impulsos, mas isso parece tão difícil para ele agora. — E por que caralhos estava com as patas no meu homem?! — Ele tenta avançar contra o Boss.
Sinto-me um pouco perdido para acompanhar os atos desse Pete à minha frente.
— Pete... — Ele não me dá atenção. Minha mão segura seu pulso com força, tentando impedi-lo de continuar tentando chegar até o outro homem, este que o encara, começando a se irritar.
Por que isso está acontecendo? De repente, tudo fica tão conturbado. Me sinto zonzo diante da situação que mal consigo acompanhar. O Pete não está em si, posso ver através de seus olhos. Algo deve mesmo ter acontecido com a família, mas o quê?
— Fica aí! — Nop empurra o Pete pelo peito.
— Se não quer que eu bata nele, some com ele! — Pete rebate.
— Ei, cara, você não está com marra demais? — Boss tenta passar por Nop para alcançar o Pete.
— Marra demais? — Pete ri, sarcástico, também tentando alcançar o Boss.
— Fica quieto, Boss! — Nop está bem ao meio deles, sendo o único impedimento de saírem no soco, mas não o suficiente para impedir o contato brusco entre os tatos deles.
— Esse cara está querendo mandar na minha casa — profere, indignado.
— Eu vou mandar você pra casa do caralho! — Pete se altera tanto na última fala que meu corpo desperta do transe, fazendo-me reagir.
— Ei, Pete, olhe para mim, hum? — Peço com a voz um tanto trêmula, segurando seu rosto e o virando para mim.
Ele está completamente irritado. Seu cenho franzido e sua mandíbula cerrada. Seus olhos escuros estão me deixando perdido. Eu não consigo entender nada do que está por trás desse muro negro. Me sinto tonto por não saber o que fazer. Como posso acalmá-lo sem conseguir ler seus olhos? Como posso compreendê-lo?