56. Frágil

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É comum que os sentimentos sejam vistos como fraquezas

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É comum que os sentimentos sejam vistos como fraquezas. Mais comum ainda é odiá-los, especialmente quando transbordam e nos fazem perder o controle.

Mas, afinal, o que é o controle? Saber quando iniciar ou parar de sentir uma emoção? Simplesmente deixar de sentir só porque dói?

Mais importante que essas perguntas, no entanto, é: você odeia sentir porque realmente deseja isso ou porque foi ensinado a odiar seus sentimentos?

O que vale mais: rejeitar algo que faz parte de você ou se odiar por causa de alguém que, como tudo na vida, é apenas uma passagem?

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Minha cabeça parece um turbilhão neste momento.

É como se houvessem bombas sendo atiradas de todos os lados e ao mesmo tempo um completo nada.

Você sente a Terra fazer sua rotação com o seu corpo parado em completo choque.

Os dedos da mão úmidos e trémulos são os únicos capazes de sinalizar em meu cérebro que eu ainda estou respirando, mesmo que meu pulmão não reconheça.

Meus olhos encaram a cena perplexo e meu rosto sente o impacto da gota grossa que cicatrizou em minha bochecha. 

O que... Foi isso?

— Você voltou... — ele sussurra, de olhos fechados.

— Hum — deslizo minha mão até sua bochecha.

Pete aconchega o rosto em minha palma para aproveitar o carinho.

— Achei que dormiria fora... — ele abre os olhos, fazendo-me notar de imediato o arrependimento brilhando sobre o escuro penetrante.

— Eu não seria capaz de te deixar dormir sozinho — retiro nosso contato quando ele se ergue, sentando-se na cama.

— Eu merecia — diz, com pesar.

— Você foi cruel com as suas palavras... — volto meu olhar para o chão.

— Você poderia me desculpar? Por favor... Eu não tive intenção de te machucar — pede, transparecendo sua dor e arrependimento.

Ergo meus olhos para ele novamente. Ele dá tapinhas no colchão para que eu me sente junto com ele, e assim eu faço.

— Me desculpe por levantar a voz com você... De tudo o que fiz hoje, isso é o que mais está pesando aqui dentro — leva a mão até o peito.

Sinto uma pressão em meu coração ao encontrar suas orbes. Pete está claramente mal com o que fez.

— Você não pode dizer coisas assim... Elas são dolorosas — cubro sua mão com a minha. — Mas... eu também quero pedir desculpas por não ter te contado... Eu imaginei que não iria gostar...

Mentiras - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora