⚠️ Essa fic está em processo de revisão.
Mentira e amor, ambos caminhando lado a lado. Uma história de mistério onde Vegas, aparentemente é aberto demais, enquanto Pete parece guardar segredos de todos. Uma teia desastrosa os envolve os levando dire...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Amar alguém não te isenta das dores que tal pessoa carrega. Ainda que seu sentimento traga cores para a vida deste ser, ele não é a cura, pois somente nós podemos ser a nossa própria cura.
Leve consigo o amor como algo bom que te motive e inspire a continuar.
Veja tal sentir como a luz no final do túnel, mas não confunda amor com dependência.
O amor não é sobre sugar.
Ele é sobre somar.
__________________
— E-Ele... — Sinto minha garganta secar. — E-eu quero que... que ele pare de sofrer... — Abraço meus joelhos, enxergando de forma turva a figura de Arm à minha frente.
— Pega ali. — Escuto Arm ordenar.
Nop segura-me pelos joelhos e Arm por debaixo dos meus braços para me afastarem do desastre que causei. Ainda que eu consiga entender o que acontece, é como se nada fizesse sentido, uma vez que minhas emoções transbordam desespero e confusão. Aquela necessidade do desejo de que tudo se realize de uma só vez. O medo que mal sabemos definir.
— E o que mais? — Sinto sua mão retirar a liguinha de Pete do meu pulso.
Ei... não a tire de mim... a deixe aqui... foi um presente dele...
— Amor... desse jeito ele vai acabar sufocando. — É o tom preocupado de Nop.
— Ele já está sufocado. — As mãos de Arm levam meus fios grudados nas bochechas, prendendo-os para trás.
— E-ele... e-eu... — Não consigo expor. Sinto o desespero tomando o lugar de qualquer outro sentimento que transborda aqui dentro. O medo. O desespero. O receio. O anseio.
— Pega a água gelada, Nop. — A voz de Arm parece cada vez menos nítida.
A realidade e a racionalidade já não parecem fazer parte de mim neste momento. Os medos me consomem até que me façam pressionar meu pescoço em uma tentativa falha de diminuir o ardume dilacerante que sinto intensificar. Sinto alguém me puxar para um abraço vindo por trás. Sinto mãos retirarem as minhas do pescoço enquanto faço força para mantê-las lá.
— Segura aqui. — É o mesmo tom sem foco.
Passo a apertar outra pele. Sinto que irei sufocar. Minha cabeça dói, meu peito aperta, minha visão embaça e minha mente grita todas as minhas inseguranças. Também sinto o impacto que o olhar sobrecarregado de Pete teve sobre mim. A forma como me atacou e fez morada aqui. É como se eu pudesse sentir sua dor, mas sem saber qual seja ela. Sinto meu corpo pesar e colidir com alguém que me sustenta por trás.
— Aqui, amor. — Outro tom que também está extremamente distante.
Sinto um líquido gélido ser espalhado por meu rosto através de um toque quente e suave. Cada dedilhar gelado seu parece contornar algum sentimento aqui dentro, tal como uma onda elétrica estranhamente beirando um calmante. Meu peito ainda sobe e desce em busca de calmaria, enquanto meus olhos ainda não conseguem se abrir pelo cansaço emocional. As lágrimas brincam junto do novo líquido espalhado por meu rosto. O silêncio imposto pelas circunstâncias estende as mãos para o gélido calmante, que juntos dançam, ajudando a apaziguar as explosões dentro de mim.