⚠️ Essa fic está em processo de revisão.
Mentira e amor, ambos caminhando lado a lado. Uma história de mistério onde Vegas, aparentemente é aberto demais, enquanto Pete parece guardar segredos de todos. Uma teia desastrosa os envolve os levando dire...
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Ninguém volta o mesmo de uma guerra, mesmo quando a batalha não é travada com armas, mas com lembranças, mentiras e decisões silenciosas.
Pete carrega o peso de uma vingança que parece justa, mas que o esvazia aos poucos. Conhecemos muitas pessoas assim. Tentamos ser abrigo sem saber se podemos proteger da tempestade que ele mesmo invocou.
No final, não é sobre quem vence, mas sobre quem sobra inteiro depois.
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O choro de Pete foi cessando aos poucos. Seu peito voltando ao próprio ritmo, calmo.
Ele dorme sobre o meu peito.
Antes de adormecer por completo, ele murmurou, arrastado:
— Tankhun...
Ele disse tão baixo que precisei confirmar, enquanto uma pontada amarga alfineta meu peito.
— Tankhun?
Por que ele estaria pensando nele?
— Para Porsche...
Pete não conseguiu concluir, pois cedeu ao cansaço. Sorrio aliviado, alinhando-o mais contra mim. Ele ainda estava pensando no irmão.
No dia seguinte, acordo antes de o sol nascer por completo e, por um segundo, não me mexo. Pete ainda dorme.
Eu gostaria que ele pudesse passar mais tempo assim.
Passo os dedos devagar pelos fios de seu cabelo; ele murmura algo e se aninha mais contra mim.
Eu fortaleço o abraço.
As lembranças de ontem surgem em minha mente, mas o que mais me marcou foi o momento em que ele se entregou.
Pete chorando nos meus braços... Ele não gritou. Não pediu ajuda. Só desabou, como quem não aguenta mais carregar tudo sozinho.
Eu já me senti assim muitas vezes antes e poder estar aqui para ele, para um momento como esse, foi muito importante. Para mim. Para ele. Para nós.
Com cuidado, desvinculo-me dele e sento-me na cama, passando as mãos pelo rosto. O que aconteceu ontem mudou tudo.
Pete deve estar muito bagunçado. E agora, mais do que nunca, eu quero estar onde ele possa me encontrar.
Mesmo que não diga.
Mesmo que não peça.
Eu estarei aqui.
Sempre que ele deixar.
Acaricio as costas dele com calma, com receio de acordá-lo. Eu não sei o que ele vai fazer quando despertar.
Talvez fuja, como sempre fez. Talvez tente se vestir de novo de indiferença, como se a dor dele não fosse grande, como se não precisasse de ninguém. Mas espero, com todo o meu coração, que ele apenas sinta.