39. Admiro

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O desejo de poder pode ser uma força tanto positiva quanto negativa

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O desejo de poder pode ser uma força tanto positiva quanto negativa. Por um lado, pode impulsionar pessoas a liderar, inovar e alcançar grandes objetivos, beneficiando tanto o indivíduo quanto a sociedade. Por outro lado, pode levar à corrupção, manipulação e comportamentos antiéticos, causando ambientes tóxicos e injustiças. O equilíbrio entre a ambição saudável e o respeito pelos princípios morais é essencial.

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— Nossa... — o Vegas diz, melancólico, olhando para o estado deplorável que sobrou da antiga fábrica. — Imagino que doa em você olhar para isso...

Ela está pior que antes.

— Um pouco — sorrio, um tanto amargo, amenizando sua preocupação.

— Vamos — disse, apontando para a entrada dela. Estamos de pé na calçada.

— Vamos apenas olhar daqui — digo, pois estou preocupado com o estado do interior do lugar.

— Mas eu quero ir lá dentro.

Nossos braços estão entrelaçados e o Vegas está segurando a manga da minha camisa.

— Está caindo aos pedaços. É perigoso — informo, preocupado.

— Mas eu quero.

Ele me solta para se aproximar da entrada, tal como uma criança curiosa.

— Tsc. O que eu faço com ele? — pergunto para mim mesmo, coçando a nuca.

— Com ele eu não sei, mas ele pode muito bem te pôr numa coleira e sair puxando, porque é só o que falta.

Esqueci que esse idiota está a caminho daqui.

— Conhece algum neuro? Sinto que tem algo errado aqui — aponto para minha cabeça.

— Não. O que tá errado, além da cara feia? — O Nop continua a me provocar.

— Minha memória costuma ser ótima, mas estranhamente agora não me lembro de ter pedido a sua opinião — digo, com tédio.

— É que cê tá mais focado em cadelizar. Já aprendeu a latir, Pete? Faz au au, faz — sorri, me provocando.

— Rato ensinando a latir? — O olho dos pés à cabeça, com desprezo.

— Esse hater contra mim é inveja — ele joga o cabelo para trás.

— Só porque você é um inseto não significa que seja uma borboleta — viro de frente para ele, guardando as mãos no bolso.

— Pete, já falei que te odeio? — Ele coça a testa, impaciente.

— Me odeia porque é feio; se fosse bonito, andava comigo — minha vez de levar o cabelo para trás.

— Feio é tu, que faz pipoca assustando o milho.

Mentiras - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora