59. Conforto

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O processo da cura baseia-se em enfrentar a dor

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O processo da cura baseia-se em enfrentar a dor.

O limite de sua intensidade baseia-se no seu organismo.

O alcance da sua força baseia-se naquilo que te motiva.

Para você, sua maior motivação baseia-se em si mesmo?

Pois é o que deve ser.

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Saio do banheiro ainda secando os cabelos com uma toalha, os fios úmidos caindo sobre minha testa.

Visto uma camiseta larga e um short confortável.

Me sinto em paz agora que estamos de volta a pousada.

O dia naquele lar foi muito... "Agitado".

Vegas e àquelas crianças pareciam ter a mesma idade, mesma energia.

Eles brincaram de tantas brincadeiras que eu mal consigo lembrar, mas algumas envolviam corridas e outras apenas objetos.

Em alguns momentos tentaram me incluir e até houve um pirralho que não queria me largar de jeito nenhum.

Eu precisei esconder muito bem o que isso me causou.

Eu pedi desculpas àquele tal de Boss. Afinal, eu me enganei naquele dia.

Mas hoje, ao observá-lo com mais atenção, percebi que ele ainda não está completamente fora do meu radar de inimigos.

Não me importo com os olhares. Afinal, Vegas é uma bela vista, impossível de ignorar, e deve ser admirado. Mas admiração tem seus limites. Não toque no que é meu.

A proximidade entre eles é algo que me incomoda. Muito. Primeiro foi na fisioterapia, e agora no Lar. E para piorar, vou precisar me ausentar por um tempo.

Por isso, decidi tomar precauções. Macau ficará atento, com ordens muito claras. Ele saberá exatamente o que fazer se algo ultrapassar os limites que estabeleci.

Boss, admire o quanto quiser, mas não se atreva a dar um passo a mais. Para o seu próprio bem.

Vegas está sentado na beira da cama, balançando os pés, ele quer me dizer algo. Seus olhos ansioso me dizem isso.

— Eu gostei muito de você ter ido comigo visitar as crianças hoje. — Ele diz, olhando para mim com um sorriso genuíno, os olhos brilhando de entusiasmo.

Paro por um momento, franzindo a testa de leve, mas logo sorrio de volta, ainda secando os cabelos.

— Que bom que você gostou. Foi... diferente. — Isso para não dizer "estranho".

— Diferente? — Vegas inclina a cabeça. — Foi divertido, não foi? As crianças adoraram você! Principalmente aquele garotinho... o Ming! Ele praticamente grudou em você a tarde inteira.

Mentiras - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora