33. Aprisionado

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Lidar com dúvidas, medos ou inseguranças sobre a própria identidade sexual pode adicionar camadas extras à sensação de confinamento emocional

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Lidar com dúvidas, medos ou inseguranças sobre a própria identidade sexual pode adicionar camadas extras à sensação de confinamento emocional.

A aceitação de si mesmo, a exploração das próprias necessidades e desejos, bem como a busca por apoio e compreensão, são aspectos importantes para encontrar um caminho em direção à autenticidade e à liberdade sexual.

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O Pete me guia para o elevador, colocando sua mão ao meio de minhas costas, mas sem dizer nada. Ele solta o ar pela boca, impaciente. Ele está sério, encarando as portas de aço fechadas enquanto empurra sua bochecha com a língua. O Macau está à nossa frente.

Assim que chegamos no andar da garagem, o Macau e eu saímos, mas o Pete não se move.

— Eu já volto. — Ele informa, clicando para fechar a passagem.

— Pete... — Chamo, preocupado, mas já é tarde.

— Tenho que levá-lo para o carro. — Macau mostra-me o caminho.

Agora só me resta esperar.

Olho o relógio no carro, contando os minutos para a volta do Pete. O que foi aquilo lá em cima? Minha perna direita demonstra a ansiedade que sinto. O Pete estava se vingando do irmão, mas o que aconteceu exatamente?

O Macau está do lado de fora do carro, o vigiando.

Treze anos de espera...

Cinco minutos se passam.

Eu não tenho medo do Pete, mas com certeza tenho do seu modo vingativo. Nem sinal do Pete. O que ele fará quando souber a verdade sobre mim?...

Pete!

Ele abre a porta do carro e senta-se do meu lado. Eu o olho por completo, cada parte de sua pele à procura de qualquer hematoma. O Macau dá partida no automóvel.

O Pete me olha sem dizer nada. Seus olhos ainda estão irritados, porém com uma intensidade menor do que antes.

Achei.

Na sua mão direita, onde ele havia pousado ao lado de sua perna, quase que escondida. Me inclino para pegá-la. Ele não diz nada, porém suspira em derrota. Ela está vermelha, com alguns machucados sobre seus ossinhos. O Pete deve ter socado algo.

O olho.

— Precisava descontar. — Diz, baixo, me olhando como quem aguarda por um julgamento.

— Cuidaremos disso quando chegarmos em casa. — Dou-lhe um pequeno sorriso ao acariciar próximo do machucado.

— Você está bem? — Pergunta, preocupado.

— Não se preocupe comigo. Você é mais importante. — Encaro o hematoma, sentindo um pequeno aperto no peito. Eu faria qualquer coisa para que você não se machucasse assim.

Mentiras - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora