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Mentira e amor, ambos caminhando lado a lado. Uma história de mistério onde Vegas, aparentemente é aberto demais, enquanto Pete parece guardar segredos de todos. Uma teia desastrosa os envolve os levando dire...
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Os dias se passaram como um arrastar demorado.
Foram apenas cinco dias, mas senti como se fossem um mês.
Talvez porque Pete não estivesse comigo.
Não me senti infeliz sem ele, porém estive com um sentimento de que teria sido melhor com sua presença por aqui.
Eu me dediquei a muitas coisas, mas principalmente ao projeto, este que agora finalmente está pronto.
Percebi que gosto de arquitetura, mas muito além, gosto do processo de administrar. Talvez eu tenha mesmo me encontrado dentro da empresa.
Contarei isso ao meu namorado quando estivermos juntos novamente. Acho que ele ficará feliz!
Arm me ajudou muito durante o processo.
Ele também gosta das crianças, então me deu algumas dicas do que eu poderia melhorar.
Ele também deu a ideia de levarmos as crianças para uma fazenda próxima e foi uma experiência incrível!
Lembrei de Pete dizendo que também me levaria a uma.
Na primeira madrugada sem meu namorado, o silêncio parecia mais denso, esmagador. O quarto grande demais. O lugar ao meu lado, frio.
Foi tão estranho ficar sem ele.
Sinto como se Pete e eu fossemos um só, e sem minha outra metade o brilho não tem a mesma intensidade.
Tive dificuldades para dormir, consequentemente.
E quando finalmente o fiz, acordei com o coração acelerado.
Minha respiração em um ritmo frenético.
Minhas mãos trémulas apertando o lençol.
Os olhos piscando tentando distinguir a realidade do sonho.
O que foi aquilo?
Quem era aquela mulher tentando me enforcar com o travesseiro?
Por que ela faria algo tão ruim comigo?
Onde eu estava? Havia mais alguém lá, mas quem?
Me obriguei a voltar dormir, porém outro sonho voltou a me acordar.
— Ele matou o irmão...
— Eu não quero dormir perto dele...
— E se ele machucar a gente também?
Meus dedos apertam o cobertor fino, tentando me encolher, tentando desaparecer. Mas não há para onde ir.
O colchão duro sob mim é um lembrete de que estou preso ali, cercado, engolido pelas sombras das camas empilhadas.
Pequenos pares de olhos me observam na escuridão. Alguns brilham com medo, outros com repulsa. Todos cheios de algo que não consigo suportar. Eu não quero olhar, mas olho.