Epílogo

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Faz uma semana desde que a gente se mudou.

Ainda tem caixa até no banheiro.

A casa é grande demais comparada a cobertura.

Pete decidiu que deveríamos morar sozinhos.

É a nossa casa. E hoje é o nosso primeiro Dia dos Namorados nela.

Pete passou o dia todo fora, em mais um evento de modelo. Eu vi uma parte ao vivo no celular.

Ele parecia cansado, mas ainda assim sorria daquele jeito dele. Lindo e... apaixonante. O meu Pete é encantador.

Eu quis fazer algo especial. Simples, mas com carinho. Eu sei que ele vai chegar exausto, então quero que seja algo para recarrega-lo.

Não dá para fazer um jantar com tudo ainda encaixotado, e principalmente com o meu talento na cozinha.

Por isso, penso no que a gente mais gosta.

Descanso, paz e colo.

Tento empurrar o sofá e acabo batendo o dedão. Que dor!

E quando pego o pacote de marshmallows, em uma caixinha em cima do armário, acabo com metade deles grudados no chão, a outra metade voando pela cozinha.

Mas consigo montar o acampamento!

Consegui achar os cobertores mais macios, joguei as almofadas sobre eles e puxei uma extensão que atravessava metade da sala para acender as luzinhas da varanda aqui dentro.

Preparei fruta, chocolate e chá. O chá quase derramou porque eu fui tirar a chaleira com um pano molhado.

Queimei o dedo, mas estou bem.

São 19h30. Ele disse que chegará às 8h.

Tudo está pronto, só falta ele.

Eu só quero que, quando ele entrar por aquela porta, saiba que isso aqui é o meu jeito mais honesto de dizer:

"Eu estou feliz por estar vivendo com você."

Me sinto ansioso ao ouvir o som da chave girando na porta.

Pete entra mexendo o pescoço, provavelmente pelo cansaço, mas basta me olhar para que seu corpo relaxe.

— Amor. — Diz, sorrindo com os lábios.

— Você chegou! — Digo, correndo para os seus braços abertos.

Ele me aperta em seus braços, enterrando seu rosto na curva do meu pescoço.

— Quando foi que a nossa casa se tornou um acampamento? — Brinca, com um tom leve.

— Eu queria fazer algo legal, mas aqui dentro. Eu sei que você está cansado.

— Se você quisesse, eu iria.

— Eu sei, mas aqui também é bom, porque não é o lugar. É estar com você.

Ele se afasta para me olhar.

— E com o marshmallow?

— Hã?

— O que está grudado no seu cabelo.

Me surpreendo e passo a mão pelos fios. Pete ri da cena.

— Você se queimou? — Pergunta ao ver o curativo no meu dedo.

Desvio o olhar.

— Só um pouco... O chá saiu com muita força.

— O chá saiu com força? — Ele ergue uma sobrancelha.

Mentiras - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora