31. Missão

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Há quem diga que a vida é uma série de escolhas que moldam nosso destino

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Há quem diga que a vida é uma série de escolhas que moldam nosso destino. Mas para mim, as escolhas são apenas uma ilusão, um jogo de sombras em uma mente já decidida pelo passado.

Meu passado já me arrastou para o fundo do oceano dos meus próprios demônios. Uma vez, já fui alguém diferente moldado pelas cicatrizes e segredos que carrego.

Uma pessoa pode mudar sua vida para sempre, assim como uma bala pode mudar o curso de uma guerra. Eu sou o produto de escolhas feitas por mim e por outros, uma marionete em um teatro sombrio onde os fios são tecidos com sangue e traição.

Mas não se engane: por trás da máscara fria e distante, há um ser humano. Um ser humano que ri, chora e se perde nas sombras da própria mente. Um ser humano que, apesar de tudo, ainda busca um vislumbre de luz, denominada Arm, no labirinto de sua existência.

Eu sou Nop, aquele cara que você não vai querer tirar do sério.

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Fazem oito anos desde que fui resgatado do reformatório por sabe-se lá quem.

Como parei lá? Simples, um belo dia minha mãe apanhou até a morte pelo cara que deveria ser meu pai, e eu o matei.

O sistema não funciona se você é classe baixa. Aqui não existe "legítima defesa", somente alguém revoltado o suficiente pra meter uma bala num cara bêbado.

A vida da minha mãe não valeu de nada pra essa sociedade pau no cu.

Depois de atirar naquele miserável, apertar o gatilho de novo não foi problema nenhum pra mim.

Quantos anos eu tinha? Hum... Talvez dez? Onze? Não tenho certeza. Minha memória não é lá essas coisas, provavelmente por causa da maconha.

Por um tempo, a minha maior prioridade era achar quem me tirou daquele inferno de cadeia pra menores, e o porquê.

A resposta para a segunda pergunta eu consegui assim que fui liberado e levado pra uma base.

Fui treinado pra mentir, trair, me infiltrar e matar. Me tornei um dos melhores, tanto que ninguém sabe de fato quem eu sou, além de Arm.

Ele só não sabe do que eu faço nas missões, mas sabe das suas existências.

Recebo códigos codificados pra saber o que devo fazer. Há uns meses, uma das cartas mencionava "Proteger Pete Sanghetam".

Passei a estudar o cara e devo ressaltar que perdi o tesão só de olhar pra cara dele. Sabe quando sente que teu santo não bate com alguém? Não entendia o porquê até estudar o idiota por completo.

Saquei que é por sermos muito parecidos.

Pete leva uma vida dupla, uma pra mídia onde ele é um fantoche do dinheiro, e a outra onde ele consegue ser um verdadeiro filho da puta.

Mentiras - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora