57. Gratidão

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Pete tem sido... incrível. Eu sempre o admirei desde a primeira vez em que o vi. Trabalhar com ele foi um grande desafio no início, mas, ainda assim, valeu cada segundo.

Hoje, olhando para trás, sinto-me... grato. Essa é a palavra que descreve a estranha sensação que toma conta do meu peito.

É como uma imagem abstrata, em formato oval, que envolve meu coração e todos os órgãos próximos a ele, preenchendo-me com gratidão.

Não estou apenas feliz por receber cada gesto de Pete, seja sua preocupação ou suas demonstrações de afeto, mas, acima de tudo, sinto-me honrado por ele confiar em mim.

Por permitir que eu veja o que sente e, além disso, que eu acompanhe, pouco a pouco, sua jornada de cura. E no processo sinto que posso fazer o mesmo por mim.

Eu não entendo muito sobre ciúmes. Na verdade, mal sei como funciona, mas Pete parece não lidar muito bem com isso.

Pelo que ele me disse, consegui entender que é mais uma insegurança interna, e, depois de ontem, ficou claro que, para ele, é exatamente isso.

Como ele pôde achar que eu escolheria outra pessoa além dele? Pete não sabe que, aos meus olhos, só existe ele? Ninguém é melhor para mim do que o meu Pete.

Talvez eu devesse dizer isso a ele? Esclarecer as coisas? O que acham?

Mas, voltando ao ciúmes... Devo confessar que não gosto de pensar que Pete beijou aquele tal de Kinn e que eles ainda se falam.

Eu sei que ele tem algo com Porsche. Então, por que ele continua ligando para o meu Pete? Ele deveria cuidar do próprio namorado...

Bem, nem sei se eles são mesmo namorados, mas devem ser, né? Ou será que as pessoas fazem coisas com qualquer pessoa?

Sendo ainda mais honesto, eu me sinto um pouco pequeno quando me comparo com o ex dele. Sei que ele fez muito mal, foi além da maldade, mas eu não estou tão distante. Quero dizer, tínhamos o mesmo motivo, embora ele tenha seguido por um caminho completamente errado.

E quando penso que eles tiveram algo, que Pete chegou a se apaixonar, que talvez tenham partilhado momentos como os nossos... Que ele tenha sido carinhoso com aquele cara... E que... Minhas bochechas estão corando agora, mas será que eles tiveram algo a mais?

Não pense sobre isso Vegas.

Deixando isso de lado, o pesadelo foi algo que me deixou atordoado. As imagens daquela noite vieram com mais clareza.

Meu pai discutiu com a minha mãe o dia todo... Ele estava bêbado. Ela me xingou, e ele me defendeu... Não sei onde Venice estava durante isso.

Eu não consigo lembrar do rosto do papai... Mas sua voz sempre me pareceu alterada.

Depois, lembro que Venice e eu fomos dormir, mas, de repente, ele começou a gritar para que eu corresse. Eu não entendi. Também havia mais alguém lá, mas não consigo decifrar quem era., embora o tom não me parecesse estranho.

Mentiras - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora