⚠️ Essa fic está em processo de revisão.
Mentira e amor, ambos caminhando lado a lado. Uma história de mistério onde Vegas, aparentemente é aberto demais, enquanto Pete parece guardar segredos de todos. Uma teia desastrosa os envolve os levando dire...
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Os olhos de Pete abrem em surpresa juntamente a sua boca entreaberta.
Suas sobrancelhas se erguem um pouco.
Ele pisca sem dizer uma palavra.
Sinto minhas bochechas voltarem a queimar.
Mas... eu gostei de como soou quando falei.
"Paixão", após pesquisar sobre eu percebi que Pete se encaixa nas descrições de alguém que é apaixonante e consequentemente, eu estou apaixonado por ele.
Ele umedece os lábios e inclina levemente a cabeça para o lado sem tirar seus belos olhos dos meus.
Mordo minha bochecha pelo nervoso de seu silêncio.
Eu sei que ele gostou, pois seus olhos me dizem isso.
— Ei, você me pegou desprevenido. — Ele coça a testa, após limpar a garganta e se recompor.
— O que você achou? Eu acho que combina com você. — Sorrio, contido. Sentado, apoio as mãos à frente do corpo no colchão, inclinando-me levemente para ele.
Seus olhos percorrem meu rosto. Por fim, ele sorri de canto.
— E por que você acha isso? — Ele leva minha franja para trás da orelha.
— Bem... — Sinto-me ansioso para dizer isto. — Eu percebi uma coisa durante... tudo o que aconteceu... — Encaro o círculo que faço no tecido da cama.
Suas sobrancelhas demonstram leve confusão.
— E o que você percebeu? — Questiona com cautela.
— Eu... costumava achar que gosto de você... — Ele me olha com mais atenção. Minhas bochechas queimam. — Mas agora... eu tenho certeza de que gosto de você...
O anseio cresce dentro de meu estômago e minha respiração parece falhar. Isso é tão... eu não sei. Não consigo explicar. Há algo dentro de mim que parece vibrar. Uma nova emoção, da qual não fazia ideia existir, mas que está explodindo, e eu sinto que é por causa dele. Mais uma vez.
Pete está estático. Ele não se move ou diz algo.
— Eu percebi que gosto muito de você, Pete. — Digo de uma vez, antes que a coragem se vá.
Seus olhos alternam entre os meus. Um brilho novo surge dentro deles. Os cantos de seus lábios começam a se erguer aos poucos, até formarem um bico fofo por tentar contê-los. Ele suspira.
— Você... — Ele diz baixo. — Não faz ideia do que causa em mim. — Sorri, anasalado.
Eu não entendo o que ele quer dizer, mas sinto a leveza em suas palavras.
— O que quer dizer? — Sinto meu rosto ainda mais corado com a forma que seus olhos me encaram. Há leveza e admiração, além de algo que eu não consigo decifrar.