38. Carinho

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Ter medo de amar novamente após ter sido machucado é um sentimento comum e compreensível

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Ter medo de amar novamente após ter sido machucado é um sentimento comum e compreensível. No entanto, quando alguém novo surge e desperta o coração, é um sinal de que a capacidade de amar e ser amado ainda está viva.

Enfrentar esse medo e abrir-se para um novo relacionamento é um ato de coragem e esperança. É aceitar que, embora o amor traga riscos, ele também oferece a possibilidade de cura e felicidade. No fundo, amar novamente é um gesto de fé na beleza das conexões humanas e na promessa de que o amor verdadeiro pode surgir das feridas do passado.

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Após os beijos, descanso meu rosto na curvatura do pescoço do Vegas apenas para sentir seu cheiro. Passo minha perna por cima dele e descanso minha mão na sua lateral. Eu gosto de cheirá-lo. Gosto de como me acalma. 

De como me conforta. De como me tranquiliza.

— Adoro seu cheiro — sussurro de olhos fechados, deixando um selinho no local.

Tenho certeza de que seus pelinhos se arrepiam, pois sinto seu corpo tensionar um pouco. Sua mão que, antes, acariciava meu cabelo, trava por alguns segundos. 

Ele respira fundo. O Vegas é extremamente tímido quando valorizado, provavelmente por nunca ter sido antes. Aparentemente, contato físico não parece ser um problema para ele. Veremos até quando. Eu gostaria de castigar quem lhe causou tudo isso.

O aperto em meu abraço. Irei recompensar todos esses anos de dor que você sofreu sozinho, Vegas. Te farei sentir cuidado e desejado como você merece. 

Sua inocência e ingenuidade despertam tal vontade aqui dentro. Eu quero cuidar de você.

— Deveríamos ver o Bob — sugere, gentilmente acariciando minhas costas.

— Quem? — Me inclino para olhá-lo, um tanto confuso.

— O passarinho — explica.

— Não acredito... Você deu um nome a ele? — O Vegas leva uma mecha do meu cabelo para trás da minha orelha.

— Sim. Chamá-lo apenas de passarinho faz parecer que ele é indigente... — Faz uma pequena careta.

Acabo por sorrir.

— Não ria — o Vegas me dá um tapa no ombro.

Ergo as sobrancelhas em surpresa.

— D-desculpa — ele mesmo se surpreende com seu ato.

— O vovô deve estar orgulhoso do discípulo — brinco.

— Foi sem querer... — diz, envergonhado.

— Nada contra tapas, lindo — me inclino para dar um selinho em seus lábios. — Eu até prefiro... — Me aproximo do seu ouvido. — Em outros lugares e mais forte. — Deixo um beijo em sua bochecha.

Mentiras - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora