Fim.

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Por muito tempo, fui metade Sanghetam, metade Pongsakorn, e completamente perdido

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Por muito tempo, fui metade Sanghetam, metade Pongsakorn, e completamente perdido.
Um nome trazia prestígio, o outro sujeira.

Hoje, não me importo com sobrenomes ou legados. Ainda sigo buscando paz.

Mas como poderia encontrá-la se a construí no controle e no poder? Achando que assim ninguém me desmontaria.

Descobri quem sou tarde demais. Já fui machucado e já machuquei quem não merecia.

O amor que me deram foi sujo, violento e cheio de mentiras.

Chamaram-me de cruel, falso, arrogante. Talvez eu tenha sido tudo isso, mas por trás disso, só tentei sobreviver.

No fim, restou um filho, um homem machucado demais para amar e teimoso demais para fugir.

Eu sou o Pete. E um sobrenome já não me define. Mas o que fizer comigo... define o que farei com você.

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As batidas começaram às duas da manhã.

— Pete... Você pode sair? Por favor... — Vegas chamou, a voz embargada.

Eu estava deitado.

Eu não respondi.

Não quero ouvir.

Mas também não consigo deixar de escutar.

— Me responde, por favor.

Depois de um tempo... outra batida.

E outra.

E mais uma.

As ligações começam logo depois.

O celular vibra sobre a cama até que eu finalmente viro a tela para baixo.

Mas não desligo.

Não consigo.

Parte de mim ainda quer ver o nome dele.

Ver que ele... ainda tenta.

Mas isso não muda nada.

Você não pode simplesmente mentir, destruir, e depois bater na porta de madrugada esperando ser recebido com o coração aberto.

Isso serve para mim também.

Eu fico imóvel.

De costas para a porta.

De frente para o escuro.

Ele insiste.

Chora. Eu também.

Pede.

Estou cansado disso.

Mentiras - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora