Capítulo 32

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- Miga, tem algo por baixo da minha carteira.

- O quê?

Tiro o negócio de la e é alguma coisa embrulhada.

- Uiii quem terá deixado isso ai?- ela pergunta.

Desembrulho e vejo uma caixa de bombons, e mais uma vez os meus favoritos.
E então vejo um bilhete.

Você me fascina a cada dia.
Seus olhos, seu sorriso, sua voz, sua presença, é tudo tão perfeito.
Espero que goste, preto e azul.

- Preto e azul?!- Mara fala quase berrado.- Isso é coisa daquele Tomás né?

Consigo ver a raiva estampada em seu rosto.

- Você vai jogar fora isso dai ne?

- Mas eu gosto desse bombom.- falo.

- Não importa Renata, ele te fez muita coisa ruim. Não vai ceder pelo amor.

- Eu so ia ficar com o bombom, não significa que vou ceder.

- Eu não acredito nisso.- ela pega a caixa de minhas mãos.- Se não tem coragem, eu mesma faço.

Ela se levanta e joga a caixa no lixo.
Fico triste com o que ela fez, era o presente do Tomás.
Do garoto que eu amo.

- Pronto, assim ele se toca logo que você não quer mais receber os presentes dele.

- É você tem razão.- sorrio pra ela.

O sinal toca e ela se despede indo até sua sala de aulas.
Vejo o Tomás entrando e ele me olha e depois fita a carteira, como se estivesse querendo saber se eu achei o presente.

Pov Tomás

Renata desvia o olhar como se estivesse me evitando.
Será que achou o presente que dei pra ela?

Bom caminho até meu lugar no fundo da sala e me sento.
As três aulas restantes passam voando e finalmente é hora de saída.

Renata arruma seus livros e sai.
Ótimo, agora ela vai pros cacifos.
Deixei mais uma surpresa pra ela lá, tomara que goste.

Sempre depois das aulas gosto de jogar fora o pouco lixo que faço durante as aulas, e assim que abro a lixeira fico triste com o que vejo.

Achei que eram seus bombons favoritos.
Ela jogou fora.
Seguro minhas lágrimas.

- Ai Tomás.- João um dos amigos que fiz depois, aliás, o unico que tenho agora, fala chamando minha atenção.- Bora skate hoje mais tarde.

- Pow jae! Umas 17 horas pode pa?- falo.

- Fechou.

Dou um suspiro e saio.

POV Renata

Caminho em passos lentos até meu cacifo.

- Buh!- me assusto e vejo a Mara rindo.

- Aff ridícula.- falo abrindo o cacifo me deparando com mais um bilhete.

Do amor da tua vida!

Vejo um colar de prata com nossas iniciais e automaticamente abro um sorriso.
Meu Deus que lindooo.

Mara arranca o colar e bilhete da minha mão.

- Esse cara não sabe nunca quando desistir.- ela rasga o bilhete e joga o colar no chão pisando logo de seguida.

- Isso já está virando perseguição mano, da não.- ela fala e eu não falo nada.

Queria o colar, mas eu sei que ela está certa.
Depois do que ele fez, acho que estou sendo gentil demais com ele.
Mesmo que meu coração o queria, acho que agir assim está certo.

Amor e OdioOnde histórias criam vida. Descubra agora