Capítulo 27 : Uma semana

45 9 1
                                    


Adam Grey

Meu expediente na lanchonete havia acabado de terminar e eu já estava dirigindo em direção a Sienna. Meu corpo ainda doía como inferno, mas eu não podia me dar ao luxo de faltar à escola ou ao trabalho.

A essa hora da noite, a pista estava deserta, Então pude avistar o carro de Sienna estacionado no acostamento de longe.

Estacionei a moto, tirei o capacete e fui em direção ao carro, entrando no banco do passageiro.

Ao entrar, olhei para Sienna, que estava com uma expressão determinada olhando para frente.

— Como você conseguiu esses machucados, Adam? — Ela perguntou seriamente e eu engoli seco.

O que eu podia dizer?

Que eu cai em uma armadilha?

Que fui espancado por três homens.

Que eu desconfiava que tinha sido o marido dela?

Que esses machucados eram um recado?

Não, eu não diria nenhuma dessas coisas. Porque além de não ter certeza, isso só a afastaria mais de mim.

— Foi um assalto. — menti.

Ela se virou para mim, os olhos cerrados em desconfiança.

— Como você sabe?

— Levaram minha carteira e outras coisas. — disse, torcendo para que ela acreditasse.

— Eu pensei que... — Ela começou a falar, mas parou, balançando a cabeça. — Nada, deixa pra lá.

Suspirei aliviado.

Mas então me lembrei que havia outro problema.

— Sienna. — Chamei, colocando a mão em sua coxa. — Por que você disse aquilo? Que não podemos continuar juntos?

— Eu já disse, Adam, ele está desconfiando.— Disse, parecendo angustiada e nervosa.

Como se estivesse realmente preocupada em ser descoberta.

Merda, se ela amava tanto o marido, por que estava aqui?

Talvez o casamento tenha se tornado entediante. Talvez ele não dê atenção suficiente a ela. Talvez ele só queria um pouco de diversão.

— Então acaba aqui? — franzi as sobrancelhas odiando aquela frase.

— Ele viajou hoje e só volta daqui a uma semana. — Ela olhou para mim. — Esse é o nosso tempo, sete dias. — Cerrei o maxilar e desviei os olhos dela, focando na pista escura. — Depois disso, não nos veremos mais, e não teremos contato nenhum um com o outro. — Ela suspirou. — Mas está tudo bem, ambos sabíamos que isso era temporário.

— Não, não está tudo bem. Continuaríamos até isso que existe entre nós passar. Mas, acontece, Sienna, que eu ainda te desejo tanto quanto naquela noite em que nos conhecemos. Talvez até mais.

— Então pare. — Ela me olhou irritada. — Pare de querer algo que nunca poderá ser seu. Pare antes que seja tarde demais.

— E se eu não quiser? — A desafiei.

— Não complique ainda mais as coisas, Adam. — Ela alertou, respirando fundo. — Só me diga se quer ou não continuar com isso.

— Prefiro ter você por sete dias sabendo que você vai embora, do que não te ter nunca mais.

Ela respirou profundamente, franziu as sobrancelhas e mordeu os lábios.

— Preciso de você, Adam. — Ela sussurrou. — Agora.

Avancei na direção dela e a beijei. Não com carinho, ternura ou gentileza, mas com raiva.

Maldita hora em que você cruzou o meu caminho, Sienna Cameron. Amaldiçoada seja por me fazer desejar você tanto.

Puxei-a para mim, fazendo-a sentar em meu colo. Sienna se inclinou e beijou meu pescoço, distribuindo beijos e chupões por toda a minha pele. Joguei a cabeça para trás, perdido naquele limbo em que minha mente era jogada toda vez que estava com ela. Minhas mãos foram sua bunda, apertando sua carne, e ela gemeu baixo rente ao meu ouvido, começando a mexer o quadril, roçando em mim por cima do meu jeans.

Deus...

Puxei os cabelos da nuca dela, obrigando-a a deixar meu pescoço e a olhar para mim.

— Quando você está com ele, se entrega desse jeito? — Ela me olhou ofegante e confusa, com o rosto vermelho e os lábios molhados.

— O que?

Puxei seu vestido para cima, abri minha calça e a empurrei para baixo, deixando meu pau à mostra.

— Talvez Sienna não seja eu quem está tomando para si algo que nunca poderá ser meu.

Ela franziu as sobrancelhas irritada e abriu a boca para falar, mas qualquer frase ou pensamento se perdeu em um longo gemido quando a puxei contra mim num movimento rápido me enterrando dentro dela de uma vez só.

Completamente tomada pelo desejo latente que inundava todo o carro, Sienna me beijou com intensidade enquanto cavalgava sobre mim com determinação. A adrenalina e o desejo pareciam ter anestesiado qualquer dor que eu sentia em meu corpo anteriormente. Tudo o que eu via e sentia agora era Sienna, em minha pele, em minha mente, em meus ouvidos, em minha boca, em meu olfato. Tudo era Sienna.

O vidro ficou embaçado e eu me sentia quente como o inferno. Como se tivesse sido atirado em uma fogueira.

Mas se estar com Sienna me queimasse, tudo bem, porque essas seriam as minhas cicatrizes preferidas.

Continua...

Sentimentos Proibidos : Sendo reescrito Onde histórias criam vida. Descubra agora