Adam Grey
Uma, duas, três. Várias chamadas do número do meu pai. Todas recusadas. Não sei o que ele quer e não estou nem um pouco interessado em saber.Respirei fundo, guardei o celular e olhei para Ethan, que caminhava ao meu lado segurando um panfleto.
— O que é isso?
— Baile de inverno. — Disse, revirando os olhos enquanto me entregava o panfleto com as informações do evento. — Vai convidar a sua garota misteriosa?
Ergui os olhos, sorrindo.
Bem que eu queria.
— Não dá.
— Por que não? — bufei, amassando o papel e jogando-o em uma das lixeiras que havia nos corredores.
— Eu já te disse, é complicado demais.
— Então você não vai? Ótimo, eu também não. Vamos virar a noite comendo besteiras e jogando videogame.
— Ou... nós podemos ir juntos. — Joguei uma piscadela na direção de Ethan, que fez uma careta arrumando seus óculos.
— Muito engraçado. — Ele desdenhou. — Tenho que ir, te vejo na hora do almoço. — Disse, virando no corredor.
— Pense na minha proposta! — Gritei, vendo ele erguer o dedo do meio ainda de costas.
O celular apitou e meu sorriso se desfez ao ver a mensagem do meu pai na tela do celular.
“Precisamos conversar”
“Não precisamos, não. Seja lá o que você tiver pra me dizer, guarde para você”
Cliquei em seu contato, bloqueando de vez seu número, e inspirei profundamente, seguindo para a sala de aula.
Não deixe que ele estrague seu dia. Não vale a pena.
[...]
A aula de culinária havia terminado, e eu estava guardando os utensílios e pegando minha mochila, ainda sentindo o aroma do prato que fizemos no ar.
Cozinhar fazia meu coração se aquecer com as lembranças da minha mãe e eu juntos na cozinha. Era um momento raro em que ela não estava chorando, mas distraída e contente. Um momento único em que eu interagia com ela, sem a presença obrigatória do meu pai. Essa lembrança estava profundamente enraizada em mim e talvez por isso eu gostasse tanto de estar em uma cozinha.
Enquanto colocava a mochila nas costas, ouvi uma voz suave e firme vindo da porta.
— Adam, você poderia me acompanhar, por favor? — Ergui os olhos imediatamente ao escutar sua voz firme e suave.
Meu problema preferido.
Acenei com a cabeça e a acompanhei pelos corredores. Sienna caminhava com confiança em cima dos seus saltos e não pude deixar de dar uma boa olhada em suas pernas torneadas. Desviei os olhos com um suspiro, lembrando de como elas ficavam perfeitas em volta de mim enquanto eu a fodia.
Sienna mal fechou a porta e eu já estava cobrindo sua boca com a minha.
Ela arfou surpresa e se agarrou a mim. Sorri contra os seus lábios, sabendo que ela não conseguia resistir a mim, então a guiei até sua mesa e a pressionei contra ela.
— Adam, espere. — Disse empurrando meu peito.
— O que? — Eu disse, me afastando o suficiente para encarar seu rosto.
— Não foi exatamente para isso que te chamei.
Sorri.
— E foi para quê? — Beijei sua bochecha. — Para me dar uma bronca?
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Sentimentos Proibidos : Sendo reescrito
RomanceSienna Cameron vive uma vida de aparências, lutando diariamente para manter a fachada de perfeição enquanto enfrenta um casamento abusivo e a responsabilidade de criar seu filho. A pressão é constante, e a esperança parece uma ilusão distante. Mas...