Larissa Vieira

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Colecionador De Lágrimas

A pequena cidade de Lacryma sempre foi um local de serenidade, onde quase nada de interessante acontecia, as ruas eram calmas e pouco movimentadas, com casas foscas, mas bem iluminadas, a cidade era um local de turismo pelas suas belas trilhas e lagos cristalinos. No entanto, por trás dessa beleza exótica e encantadora uma lenda urbana, por mais que algumas pessoas achem que está bem longe de ser uma lenda, afinal vários turistas desaparecem misteriosamente em época de eleição ou em grandes festas da cidade.

Ophelia era uma investigadora de 28 anos que ficou designada para cuidar desse caso, era era uma mulher com uma curiosidade inimaginável, após descobrir essa lenda que rodeia a pequena cidade ela decidiu desmentir, e mostrar para a cidade que a pessoa que matava era apenas um lunático e não algo sobrenatural.

No seu primeiro dia na cidade ela se acomodou em um hotel, no segundo interrogou o pessoal da cidade e finalmente no terceiro dia ela vai a delegacia da cidade, lá ela encontrou a detetive-chefe Sphaerium lacryma conhecida na cidade apenas por detetive Spha, filha do prefeito da cidade, a qual a olhou totalmente desconfiada.

-Colecionador de Lágrimas- Essa foi a primeira coisa que disse- Porque ele recebe esse nome?

Spha apenas a olhou e ergueu uma sobrancelha e pegou uma ficha em sua escrivaninha.

-Teve uma vítima a muitos anos que fugiu, ela descreveu o local da onde ficou mantida em cativeiro como um laboratório, havia uma estante de vidro onde havia vários frascos pequenos com líquido e neles tinha uma etiqueta com nomes, neles ela descobriu ser lágrimas, ela descobriu isso da pior maneira, o sequestrador também usava uma máscara na qual tinha uma lágrima desenhada.

Ophelia pegou o documento e se sentou, ficou na delegacia por várias horas lendo para absorver cada palavra e achou informações que passaram despercebidas pelos policiais, encontrou um ponto onde vários dos desaparecidos foram vistos pela última vez.

-Onde fica essa trilha?- perguntou para si mesma

Decidida a investigar a trilha onde os desaparecidos foram vistos pela última vez, Ophelia se preparou para sair da delegacia e seguir em busca de respostas. Detetive Spha a observava com curiosidade, parecendo intrigada com a determinação da jovem investigadora.

Com um mapa da cidade em mãos, Ophelia traçou mentalmente o caminho até a trilha mencionada no documento. Ela sabia que estava se aproximando da verdade por trás do misterioso "Colecionador de Lágrimas" e estava determinada a resolver o caso.

Enquanto caminhava pelas ruas tranquilas de Lacryma em direção à trilha, Ophelia sentia um misto de ansiedade e excitação. Ela estava prestes a desvendar um dos segredos mais sombrios da cidade, e nada poderia impedi-la de chegar ao fundo da questão.

Ao alcançar a entrada da trilha, Ophelia respirou fundo e adentrou na mata fechada, seguindo as pegadas deixadas pelos desaparecidos. O silêncio ao seu redor era quase palpável, e ela podia sentir o peso da lenda urbana pairando sobre ela.

Mas a determinação de Ophelia era mais forte do que qualquer medo. Ela sabia que estava prestes a descobrir a verdade por trás do "Colecionador de Lágrimas" e estava disposta a enfrentar qualquer desafio que surgisse em seu caminho.

Enquanto seguia adiante pela trilha, a luz do sol filtrada pelas folhas das árvores criava padrões de sombra no chão, intensificando a atmosfera misteriosa e inquietante do local. Ophelia estava alerta, seus sentidos aguçados, procurando por qualquer sinal que pudesse levá-la ao tão temido "Colecionador de Lágrimas".

À medida que avançava, Ophelia notou algo peculiar: pequenas gotas brilhantes espalhadas pelo chão da trilha. Ao se aproximar para examiná-las, percebeu que eram lágrimas cristalizadas, como se alguém as tivesse derramado ali recentemente, como se fosse uma trilha feita para uma emboscada.

Primeiro Desafio de EscritaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora