A caminho da maior aventura

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— Se lembra de como usar o caderno?

— Sim, Ari.

— Ao primeiro sinal de problema vamos trocar Rowena por Edwiges.

— Eu sei.

— Lembre-se, centauros e sereianos, apesar de serem considerados criaturas, têm consciência humana.

— Não vou me aproximar.

— Certo, entre no trem. — Harry obedece sob um glamour, indo até um compartimento vazio e se sentando antes de soltar Rowena.

Ele observa uma família ruiva chamar atenção na estação e seus filhos quase não conseguirem entrar no trem, então a dupla humano/criatura acena para Ariadne e Poppy, que estava pendurado em seu ombro.

Harry olha saudoso para a maleta; foram necessárias quase duas semanas para se despedir de todos.

Não demora para o ruivo caçula aparecer na porta.

— Licença, posso sentar aqui? O resto está todo cheio. — Harry sorri.

— Claro. — ele espera o outro se acomodar — Sou Harry Potter, e você?

— Harry Potter?

— Ah, isso. É, sou eu.

— Nossa. Você tem mesmo... — a voz do ruivo morre.

— O quê?

— A cicatriz. — é quase um sussurro de reverência; Harry puxa a franja, mostrando a cicatriz em forma de raio — Uau. — leva alguns segundos para ele se recompor — Desculpa, meu nome é Ronald Weasley, mas pode me chamar de Rony.

— Ok, pode me chamar de Harry também.

— Obrigado. Ei, isso é um pelúcio? — Rowena brincava com o trinco da janela, não abrindo, apenas cutucando.

— Sim, o nome dela é Rowena.

— Legal. Mas você sabe que eles não são permitidos, não sabe?

— Minha mentora conseguiu uma permissão especial garantindo o bom comportamento dela. Rowena é treinada e cresceu dentro de casa, ela não vai se tornar uma selvagem e destruir a escola inteira por qualquer coisa brilhante.

Eles conversam por mais algum tempo antes de ouvirem batidas suaves, mas firmes, na porta.

— Pode entrar. — um menino e uma menina da idade deles se mostram.

— Licença, estamos procurando– Harry?

— Hermione, e Neville! — o Longbottom cora.

— Oi.

— Rony, esses são Hermione e Neville. Acho que vocês já se conheceram, então esse é o Rony.

— Oi. — todos trocam cumprimentos.

— O que estavam procurando?

— Neville perdeu o sapo dele.

— É mágico?

— Não. — Neville cora, envergonhado.

— Sapos gostam de umidade, tente os banheiros.

— Obrigada, Harry. Vamos, Neville?

— Claro, espero que ele esteja bem. Obrigado, Harry.

— De nada. Podem voltar aqui depois de encontrá-lo, se quiserem.

— Obrigada. — a cacheada olha para Rony — Não vai ter problema?

— Nenhum, gostei de conhecer vocês.

Scamander's sonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora