Epílogo

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— Cheguei! — Harry se abaixa para receber o garotinho loiro sorridente no colo quando este aparece correndo.

— Papai!

— Oi, meu amor.— ele beija o cabelo do menino.

— Oi. Você não devia ter chegado.

— Ah, não? — o adulto ergue uma sobrancelha — E por quê? — o menino cobre a boca com as duas mãozinhas, tentando (e falhando em) não rir — Matteo, onde estão seus pais?

— Cozinha.

— Ah, tá, provavelmente programando algum eletrodoméstico para cuspir alguma coisa. — o Weasley-Scamander sorri travesso — Quer assustá-los?

— Sim!

— Ok então, bem quietinho. — o menino faz sinal de silêncio, mas não consegue não rir antes de chegarem na porta.

Harry se aproxima dos maridos que discutiam alguma coisa curvados sobre a grelha elétrica.

— Não, para soltar óleo.

— Mas se esfriar ao invés de esquentar não estraga a comida.

— Estou do lado de George. — os gêmeos pulam de susto, fazendo Matteo gargalhar.

— Seu pestinha.

— Não pode entregar seus pais.

— Mas não pode mentir pro papai e nem ignorar ele. — Harry sorri vitorioso.

— Isso, príncipe. Quer lanchar? — a criança nega — Então sobe e arruma sua roupa, vamos jantar na sua vó hoje. — o menino aplaude.

— Casa da vovó!

— É, mas só se subir e separar sua roupa agora. — o loirinho faz contorcionismo para ser solto, saindo correndo assim que é colocado no chão.

Mesmo no auge de seus sete anos e com duas janelinhas de dentes faltando, é uma criança muito enérgica.

Ele foi adotado pelo trisal cinco anos atrás, quando Fred e George o conheceram fazendo campanha em seu orfanato.

Os três se apaixonaram pelo menino imediatamente.

— Bem vindo de volta, Esmeralda. — ele se deixa derreter no abraço de Fred — Como foi a conferência?

— Péssima como sempre, e Ari não foi! Ok, Newt usa a desculpa da idade para não ir nem na esquina, mas ela não tem nem oitenta!

— Você poderia arrumar qualquer desculpa também, não vai mudar o fato de que é o melhor do mundo. — Harry sorri com o tom de voz de George.

— É? Tipo qual desculpa?

— Hmm... — o ruivo mais novo se aproxima devagar — Que não pode largar seus maridos em casa sozinhos? — o moreno bufa.

— Claramente não, já que não conseguem passar três dias sem tentar destruir um eletrodoméstico.

— É para te manter atento, amor. — Fred morde seu pescoço de leve antes de ir para a orelha — Sua vida seria chata sem nós.

— Claro que seria. — ele puxa George para um beijo, desistindo de parecer irritado.

Depois de sete anos de casamento, não adianta mais.

🐦‍⬛🟩

— Vovó!

— Matteo! — Molly se abaixa para segurar o menino antes de sorrir para seus pais — Olá, Harry.

— Oi, Molly. Obrigado por nos receber.

Scamander's sonOnde histórias criam vida. Descubra agora