— Boa tarde, professores.
— Boa tarde, Harry.
— Conseguiu descansar de toda a emoção de ontem?
— Sim, senhor. Se importam se eu soltar Rowena?
— Claro que não. — a pelúcio sai do bolso, muito animada pela liberdade, e começa a explorar.
— Então, Harry, como foram esses dois meses?
— Muito bem, professor.
— Harry é um verdadeiro prodígio, Filius. Até mesmo os unicórnios o adoram e eu mesmo mal posso chegar perto deles.
— Uau. — eles ficam em silêncio por alguns segundos.
— Harry, se importa em falar mais da teoria trouxa que citou antes?
— Não senhor, é uma das minhas favoritas. Depois de uma longa evolução com muitas outras absurdas pavimentando, Darwin publicou a Teoria da Evolução no século dezenove. Ela diz que não o mais forte ou mais rápido sobrevive, mas sim o mais adaptado. Na atualidade usamos o neodarwinismo, que incluiu estudos de genética.
— Parece muito interessante, mas acho que está em muitos termos trouxas.
— Certo. Os trouxas têm uma cobra, a cascavel, ela tem uma espécie de chocalho na ponta da cauda para afastar predadores. Ela foi muito caçada nas últimas décadas justamente por esse chocalho, além da pele e presas, e aí vem a parte interessante: ele torna quase impossível para ela se esconder de seres humanos, já que faz barulho enquanto ela rasteja, e nos últimos anos seus pesquisadores descobriram que, apesar de ainda terem os chocalhos, eles fazem menos barulho a cada geração.
Os professores estavam pendurados nas palavras do menino, que explicava com os olhos brilhantes.
— É incrível. Como isso acontece?
— Essa parte Darwin não soube explicar, mas houve outro cientista, Mendel, que descobriu a genética. Basicamente... Alguém tem papel? — Flitwick transfigura um guardanapo e pegador em papel e pena — Obrigado. Então, Mendel fez experimentos com ervilhas: verdes, amarelas, rugosas e lisas. Ele descobriu que as verdes e lisas eram dominantes e amarelas e rugosas recessivas. Ou seja, vamos chamar verdes de A, amarelas de a, rugosas de r e lisas de R. Se um indivíduo tinha os pares AA ou Aa, era verde, só podendo ser amarelo se fosse aa.
— É espantoso o que podem fazer sem magia.
— Eu concordo. Enfim, essa é uma versão muito simplificada, mas é como os genes funcionam. No caso da cascavel, um chocalho que faz barulho é S e um que não faz é s. O mais comum era SS ou Ss, até porque as ss não podiam espantar os predadores e morriam. Mas agora elas sobrevivem, ao contrário das barulhentas, então há cada vez mais ss até que essa seja a característica dominante. — ele respira fundo ao terminar a explicação, virando o caderno para seus professores verem o esquema que desenhou.
Eles assentem admirados antes de focar no aluno, que cora; o silêncio se estende.
— Harry?
— Sim?
— Pensa em se tornar professor?
— Hm, não, senhor. Gosto muito da vida que Ari leva, de viajar, conhecer o mundo inteiro.
— Bem, se mudar de ideia, eu garanto que pode se dar muito bem. — o mais novo cora ainda mais.
— Obrigado, professor.
— Acha que essa genética se aplica a nós bruxos?
— Tenho certeza, professor Kettleburn. Professor Flitwick, se importa se eu te usar de exemplo?
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Scamander's son
FanfictionEnquanto limpava o jardim de seus tios, o pequeno Harry encontra uma criatura misteriosa. A pequena e muito simpática bolinha de pêlos o conquista, mas foge para a floresta da praça próxima. Harry a segue, encontrando uma mulher misteriosa que muda...
