Professores e amigos

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Harry se levanta cedo na manhã seguinte, dando uma guloseima para Rowena e se arrumando antes de sair animado.

A animação murcha ao encontrar Flitwick na sala comunal.

— Bom dia, senhor Potter. Você levantou cedo.

— Sim, estou acostumado a fazer isso. Algum problema, professor?

— Espero que não. O diretor quer te ver, sinto muito por atrapalhar seu café da manhã, mas é urgente.

— Certo, professor. — eles caminham em um silêncio desconfortável até o escritório do diretor, onde também estavam Mcgonagall e Snape.

— Oh, entrem, Harry, Filius. Bom dia a todos.

— Bom dia, diretor.

— Sente-se, Harry, por favor. — ele obedece, apertando forte a bolsa com o caderno de comunicação com Ariadne — Como foi sua primeira noite aqui?

— Ótima.

— Fico feliz. Harry, não sei quanto te contaram sobre seus pais...–

— Tudo, senhor. Sei sobre como morreram.

— Certo, certo. Sinto muito se isso for desconfortável, Harry, mas preciso da sua honestidade. Fui eu quem te deixou na casa dos seus tios, entende, mas o endereço da sua carta foi... — ele olha para Minerva.

— Uma selva indiana, senhor Potter.

— Isso. Seus parentes ainda estão em Surrey, então acho que pode entender nossa preocupação.

— Desculpe, diretor, mas então posso concluir que você era meu guardião mágico?

— Seria eu, sim.

— Então, desculpe a grosseria, mas você deveria ter feito um trabalho melhor. — os três mais velhos arregalam os olhos enquanto Snape os revira — Meus tios abusavam de mim, senhor. Eu passava dias sem comer, dormia em um armário, apanhava de todos os três e a coisa mais nova que recebi foram óculos fora de grau que uma professora me deu depois de parar de servir para a filha dela.

— Harry, isso é–

— Se estão preocupados que fui sequestrado, a) isso não faz o menor sentido, já que vim para a escola, e b) não fiquem. Eu fugi e minha atual cuidadora me encontrou desmaiado na floresta próxima. — todos ficam chocados, mas Mcgonagall é a primeira a se recuperar:

— Vamos tratar dessa questão, senhor Potter. Pode nos dizer quem é sua atual cuidadora? — Harry aponta para um livro grosso com lombada brilhante em uma das estantes de Dumbledore. A mulher pega, confusa.

— Ariadne Scamander. Por isso estava na Índia, viajamos o tempo todo.

— Isso... Certo, ela estudou aqui, é uma mulher muito confiável. — o silêncio se estende por alguns segundos.

— Minerva, não tínhamos outra questão a tratar sobre Ariadne?

— Ah, sim, nos poupa tempo que seja o senhor, senhor Potter. O senhor conseguiu uma permissão especial para trazer um pelúcio, estou correta?

— Sim, senhora.

— Espero que entenda que ao primeiro sinal de problema a permissão será retirada.

— Eu sei, professora.

— Potter, ainda que com permissão, você deixou um pelúcio solto sem supervisão?

— Não, professor. É o primeiro dia, ela ainda está muito animada.

— Então onde ela está? — o moreno assobia; quase imediatamente a cabeça peluda surge de seu bolso, duas patinhas dando apoio.

Scamander's sonOnde histórias criam vida. Descubra agora