Exposição

2.5K 268 16
                                        

A única aula que Harry não gosta são poções. Claro, ele gosta, é sua matéria favorita dentre as classes que tem e ele é muito bom nisso, mas o professor não ajuda em nada.

Harry chegou mais do que ansioso para sua primeira aula, mas foi um desastre do começo ao fim: Snape tirou pontos dele e de Padma por chegar dois minutos adiantados, já que supostamente fugiram da aula anterior, fez perguntas que Harry definitivamente não deveria saber no primeiro dia e ignorou quando recebeu respostas perfeitas.

O professor não ensinou nada, apenas colocou instruções no quadro e os mandou começar, e depois aterrorizou os alunos por cada pequeno erro.

No entanto, Harry agradeceu por não estar na grifinória: seus amigos lá disseram que a aula foi um inferno real, já que Snape continuava agindo como um monitor sonserino do quinto ano ao invés de um professor.

Nas outras aulas, no entanto, o Potter encantou cada professor: Sprout, Flitwick, McGonagall, Hooch, e até mesmo Quirrel, a despeito do próprio Harry não gostar desse último.

As professoras de runas e aritmancia chegam a fazer biquinho toda vez que seus colegas falam do garoto, mas Kettleburn não deixa nada para ninguém: Harry é um de seus três melhores alunos na história, e todos sabem quem foram os outros dois.

Isso foi mais que comprovado no Halloween.

— Trasgo! Trasgo nas masmorras! — Quirrel cai no chão, desmaiado.

Todos se levantam das mesas em pânico, só parando quando Dumbledore faz sua varinha estalar.

— Sem pânico, todos para suas comunais! — Harry fica paralisado enquanto todos saem correndo.

"— Sempre me questionei como os sonserinos saíam e voltavam tão rápido das reuniões de Slughorn... A comunal deles fica lá embaixo, nas masmorras. Caso algum dia fique perdido com isso."

O Potter se vira para olhar para Draco, que estava ainda mais pálido do que o normal.

O grito sai de forma automática:

— NÃO! — todos os alunos param,  olhando-o estranho.

— Senhor Potter, vá com sua turma–

— Professora, se tem um trasgo nas masmorras como podem mandar todos para as comunais? — os professores arregalam os olhos.

— Peço desculpas, crianças, foi um lapso de julgamento. É claro, quem sabe se ele já não saiu de lá e onde pode estar... Vocês vão todos dormir aqui essa noite. — em poucos segundos as mesas somem, sendo substituídas por sacos de dormir.

Harry puxa Rony, Hermione, Neville e Padma para sacos próximos, Parvati se aproximando para ficar com a irmã. O Potter manobra discretamente para que Draco fique diretamente ao seu lado, servindo de barreira entre os grupos.

Ele tinha acabado de cochilar quando teve a sensação já familiar de perigo; o movimento que o coloca de pé é o mesmo que usa a varinha para lançar um escudo entre a porta e a primeira fileira de estudantes, mal segurando os destroços da porta que é arrebentada por um porrete.

Todos acordam gritando, indo para o fundo do salão o mais rápido possível enquanto os monitores e alguns dos sextanistas e setimanistas se posicionam com suas varinhas.

Harry, sabendo o desastre que isso seria, tira Rowena do bolso e corre até o trasgo, desviando de dois ou três golpes da clava antes de conseguir pular em suas costas e escalar com dificuldade até conseguir passar os braços pelo pescoço.

A fera começa a andar para trás em direção à parede, mas Rowena aparece correndo e chama sua atenção, correndo de um lado para o outro enquanto distrai o trasgo.

Scamander's sonOnde histórias criam vida. Descubra agora