Revelações

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— Senhor Potter, devo insistir para que saia.

— Por favor, professora. Eu já ajudei tanto.

— Exatamente, fez mais que suficiente e agradecemos por isso.

— Eu não... Hagrid.

— O que tem Hagrid, meu menino?

— Não era um basilisco, mas era uma criatura. Ela provavelmente tem ideia de quem o controlava.

— Isso faz muito sentido. Vamos–

— Hagrid não vai saber, senhor. Acromântulas têm pavor de basiliscos, ela não vai ter contado nada.

— Então o que sugere?

— Falar com ela. Aproveitem que Ari já está aqui. — a citada sai da maleta, pegando todos de surpresa.

— Pode ajudar. Acromântulas são muito inteligentes, duvido que não saiba de nada.

— E como pretende entrar e sair do ninho?

— Como se sente quando alguém te pergunta como fará uma poção difícil, Snape? — o homem anui em reconhecimento — Só posso ir à noite, elas estão dormindo agora. Harry, fique preparado.

— Não pode colocar um aluno em tal risco.

— Na verdade, eu posso. Sou mentora dele, o que quer dizer que posso tirá-lo da escola a qualquer momento para uma missão, a não ser que sua guardiã legal diga o contrário. Não coincidentemente, essa também sou eu. Harry, acho que não tem aulas hoje?

— Me encontro com o professor Kettleburn às duas, mas fora isso, não.

— Ótimo, esteja descansado. Filius, gostaria de tomar um chá?

— Eu adoraria, podemos chamar Silvanius também.

— Seria adorável. Albus, se junta à nós?

— Acho que posso aceitar, minha cara. Minerva, Severus, eu gostaria de falar com vocês depois. — os dois assentem e saem com Lockhart, Sprout sequer tendo voltado para o escritório — Meu menino, se junta à nós?

— Eu adoraria.

— Muito bem, muito bem. — o diretor manda um patrono atrás de Kettleburn — Ariadne, uma de nossas melhores alunas. Seu sucesso aquece meu coração.

— Obrigada, Albus. O seu também, apesar de eu nunca ter sido tentada com a transfiguração.

— Mas ainda minha melhor aluna... Segunda melhor.

— Ah, sim, Riddle. Tem notícias dele atualmente? — o diretor a olha com pesar.

— Algumas vezes é melhor não recebermos notícias. E seu tio, como está?

— Ótimo. Descobriu recentemente uma nova criatura não catalogada nas profundezas da Amazônia, ele se encontrou no CasteloBruxo.

— Isso me deixa feliz, claro. E você, Harry, gostaria de nos dizer por que parece tão apegado à sua maleta? — o garoto congela com a xícara nos lábios enquanto os dois funcionários o encaram.

— É onde está o material escolar dele, diretor.

— Eu sei, minha querida. Mas nunca vi ninguém que estivesse tão apegado a ponto de carregá-la por toda a escola e ter o trabalho de descer e subir aquele túnel.

— Senhor–

— Ninguém a não ser a senhorita, é claro, mas todos sabemos o quão encantadora sua maleta é. — a adulta pisca um olho para Harry, deixando claro que ele estava sozinho.

Scamander's sonOnde histórias criam vida. Descubra agora