Bônus 1

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     A luz suave do amanhecer entrava pela janela, mas o brilho real estava no sorriso enorme de Chan, enquanto corria pelo corredor com seu pijama de dinossauros. Ele estava animado demais para esperar um minuto sequer. Era o primeiro Natal que passaria com o papai Hannie, e o pequeno estava curioso para saber como seria aquele dia especial.

     Chan empurrou a porta do quarto que Jeonghan e Seungcheol dividiam, subindo na cama com um salto desajeitado. — Papai Hannie! Papai Cheol! — gritou ele, batendo as pequenas mãozinhas na cama. — Já é Natal! Acordem!

     Jeonghan foi o primeiro a abrir os olhos, ainda meio sonolento, mas o sorriso que se formou em seu rosto foi imediato ao ver o entusiasmo de Chan. — Bom dia, meu anjinho! — disse ele com a voz ainda rouca de sono, mas carregada de ternura. Ele estendeu os braços e puxou o menino para um abraço apertado, enterrando o rosto nas bochechas gordinhas de Chan e enchendo-o de beijinhos carinhosos.

— Papai Hannie! — Chan protestava entre risadas gostosas, tentando, sem sucesso, se esquivar dos beijos. — Faz cosquinha!

     As risadas de Chan encheram o quarto, e o som acabou acordando Seungcheol, que resmungou algo incompreensível antes de se virar na cama e abrir os olhos. Ele piscou algumas vezes, ajustando-se à luz, e riu preguiçosamente ao ver a cena.

— O que está acontecendo aqui? — perguntou com um sorriso, estendendo a mão para bagunçar os cabelos macios de Chan.

— É Natal, papai Cheol! — respondeu Chan, agora tentando pular no colo de Seungcheol. — Acorda, acorda!

     Seungcheol fingiu um suspiro exagerado, como se estivesse exausto só de olhar para a energia de Chan. — Já é Natal? Isso significa... — Ele se inclinou para pegar Chan nos braços, puxando-o para perto. — Isso significa que hoje é dia de muitos beijinhos!

     Antes que Chan pudesse responder, Seungcheol começou seu próprio ataque de beijos, juntando-se a Jeonghan. O menino se contorcia de tanto rir, segurando o rosto de Seungcheol com as pequenas mãos.

— Não! Vocês dois, não! — Chan dizia entre gargalhadas, embora não parecesse querer se soltar dos pais.

     Jeonghan e Seungcheol trocaram um olhar cúmplice e continuaram, exagerando nos beijos e abraços até que o menino finalmente conseguiu escapar, caindo na cama com um sorriso que iluminava o quarto inteiro.

— Vocês são muito bobinhos! — disse Chan, apontando o dedo para eles, mas ainda rindo.

      Jeonghan passou a mão pelo cabelo bagunçado de Chan, sorrindo com ternura. — E você é o nosso garotinho mais fofo do mundo, Channie. Agora, que tal a gente ir escovar os dentinhos e depois descer pra sala pra ver se o Papai Noel trouxe alguma coisa pra você?

     Os olhos de Chan se arregalaram, como se uma luzinha tivesse acendido em sua mente. — Papai Noel! — Ele gritou, pulando da cama com energia e correndo para a porta como um foguete.

     No entanto, o menino parou de repente no corredor, virando-se para olhar os pais. — Vocês vão comigo, né? — perguntou, com uma expressão que misturava expectativa e doçura.

— Vamos sim, Channie, pode ir se preparando, — disse Jeonghan, acenando para ele. Chan sorriu e correu em direção ao próprio quarto para buscar sua escova de dentes.

     Assim que o menino desapareceu no corredor, Seungcheol aproveitou o momento. Ele se aproximou de Jeonghan com um sorriso brincalhão e puxou-o delicadamente pela cintura.

— Então, já que temos um segundinho sozinhos... — murmurou Seungcheol, inclinando-se para dar um selinho em Jeonghan.

     O selinho foi suave, mas quando Seungcheol tentou aprofundar o beijo, Jeonghan se afastou rindo, colocando uma mão no peito do noivo. — Primeiro, os dentes, senhor Choi, — disse ele, arqueando uma sobrancelha de maneira provocadora.

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