Capítulo 69

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Diego

Era domingo à noite quando voltei de Bc, passei o dia com a Valen e a tia. Marcelo chamou pra ir ver jogo na casa deles e disse que tinha que anunciar algo, tinha até medo.

Cheguei lá pelas 21h, tinha caixas grandes de pizza na sala e as meninas também estavam lá, cumprimentei todo mundo e o Marcelo já obrigou a gente a sentar.

— Seguinte amigos — deu a mão pra Lauren que levantou — Vou logo falar já, eu e a Lauren vamos morar juntos.

— Ai simmm, casal — falei sorrindo e todo mundo aplaudiu.

— Vamos fazer um chá de panela, depois enviamos os convites pra geral, mas queríamos contar pra vocês — Lauren disse do jeito meigo de sempre.

— E olha que eu achei que não ia durar isso aí — Henrique disse e Mavi cutucou ele, dei uma risada baixa.

— E o aluguel da tua parte? Vou ter que estar me prostituindo — Léo disse e caímos na risada.

— Os papo — Henrique disse.

— Já tivemos que cobrir a parte daquele arrombado do Renan — Leo disse — Tô preocupado.

— Faz o seguinte, Henrique vai morar com a Mavi e a Nathi, e você comigo bebê — mandei um beijo pro Léo que riu me jugando uma almofada.

— Tô fora — Nathi disse — Só amo o Henrique porque passamos bastante tempo longe.

— Feia — Henrique empurrou a mesma.

— Porque você não vem pra cá e aluga lá? — Léo disse pra mim, o cara tava preocupado real.

— Por mais que não seja tão barato, morar sozinho é uma benção.

— Pior que é né? Até pra comer mina — Leo disse já tchuco de chopp.

— Meu Deus — baixei a cabeça apoiando na mão.

— Quietinho, migo — Lauren disse passando a mão em seu ombro.

Enquanto olhava pra ele vi de soslaio a Nathi me olhando, virei o rosto e ela desviou, tava gata pra cacete como de costume. Voltou a usar piercing no nariz e o cabelo estava mais claro e liso, estava com um vestidinho decotado de alcinha e joias douradas, mexia no cabelo enquanto sorria e me deixava mais apaixonado.

— Psiu — Mavi estalou os dedos do meu lado e riu da minha cara.

— Fica na tua aí — sorri e ela se aproximou mais.

— Você tá indo bem, ela tá orgulhosa de você — disse apoiando o queixo no meu ombro enquanto eu dava um gole no refri — Vai dar tudo certo.

— Obrigado, Mavi — dei um beijo na sua testa e levantei pra ir no banheiro.

Quando eu saí, obviamente dei de cara com a Nathi no corredor. Chegava ser cômico.

— Achei que tinha caído no vaso — falou e eu ri me encostando na parede.

— Tava me esperando? — sorri em tom provocador e ela retribuiu.

— Ta se achando né? Só queria fazer xixi.

— E os outros 2 banheiros? — cruzei os braços.

— Um é lá fora e o outro também está ocupado, tá querido? Licença — saiu andando e eu ri voltando pra sala.

— Vem com riso frouxo eu já sei o motivo — Leo veio falar.

— Sabe nada, me deixa — sentei no sofá de novo e peguei meu celular pra dar uma olhada. Eu seguia o Felipe no insta e vi que ele tinha voltado com a ex, menos um, com todo respeito.

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Já havia comido vários pedaços de pizza, Lauren e Marcelo estavam agarrados no sofá e Mavi e Henrique tiravam storys. Nathi estava do lado deles e eu e Leo estávamos atirados no sofá.

— Chegou uma amiga minha aí, sem ciúme garotas — Leo disse indo atender a porta — Hoje o pai dorme de concha — eu só sabia rir desse cara.

Entrou uma ruiva bem gatinha, o Léo tinha um tipo. Cumprimentou a gente por cima e foram lá pra dentro, acho que era um sinal pra gente ir embora.

— Vou indo, rapaziada, falou — levantei e fui indo lá pra fora.

Quando cheguei na minha moto ouvi o barulho da porta atrás de mim, me virei e a Nathi estava vindo em minha direção.

— Quer carona? — perguntei enquanto ela se aproximava.

— Queria ver se você tava bem, tá meio pra baixo hoje — dei um sorrisinho.

— Tô sim, fica de boa — ela me observava e mordiscava o lábio — Só ando cansado ultimamente, com sono cedo.

— Ta tomando algum remédio? — ela perguntou e logo desviou o olhar — Desculpa, não é da minha conta.

— Tô sim, por isso ando mais sonolento, mas desacelera minha cabeça, minhas palpitações — ela concordou com a cabeça e se aproximou mais, não estava entendendo o que ela queria, até me abraçar. Eu retibui seu abraço e acariciei seu cabelo, ficamos longos segundos assim, ela se afastou e segurou minha mão.

— Quando você precisar de alguém pra conversar, pra abraçar ou só pra estar junto, eu tô aqui, tá? Sinto que não te dei apoio antes, me sinto mal.

— Que isso, Nathi... eu vacilei, você tava na razão. Tá tudo bem, pelo menos tá ficando tudo bem, obrigado de coração — ela assentiu.

— Como tá sua irmã? — perguntou.

— Melhor que eu — dei uma risadinha — Hoje ela nem falou nada do pai, não sei se ela entende direito ou se aceitou bem. Mas é bom assim.

— Que bom, saudades dela.

— Vou trazer ela aqui pra te ver — ela sorriu.

— Vou voltar lá dentro, se cuida — me deu um beijo no rosto.

— Você também — voltou pra lá e eu suspirei antes de ir pra casa.

Era pra serHistórias para pegar e não largar. Descubra agora