Nathalia
1 mês depois
A recém havia saído do julgamento com Luana e Renan, com lágrimas nos olhos por ter dado tudo certo. Luana acabou confessando tudo em meio a choros enquanto Renan não entendia nada da reação dela.
Renan foi dado como executor direto do ato, tendo uma pena de 10 anos de reclusão em regime inicial fechado.
Pra Luana, por ter me drogado em armação com Renan, foi declarado 8 anos de reclusão também em regime inicial fechado.
Fiquei feliz que a justiça tinha sido feita, mas também triste por conhecer a Luana a tantos anos e acabar desse jeito. Enfim, consequências dos atos né?
Meus pais, Henrique e Diego estavam comigo. Fomos direto pra casa dos meus pais almoçar e conversar sobre. Sinceramente nunca achei que viveria algo desse tipo, mas a vida nos surpreende.
— Queria era demolir o Renan a soco — Henrique falava enquanto terminávamos de comer.
— Que isso, cara? — meu pai disse e Diego deu um riso.
— Não nego que também queria, mas a justiça foi feita graças ao bom Deus — ele disse.
— Sabe que eu era desses tambem? Agora sou um homem justo — meu pai disse — Mas se esse cara tivesse passado impune, aí era outra história.
— Nossa senhora, vamos mudar esse assunto — minha mãe disse. Eu nem tinha reação, na verdade, acho que ainda estava meio desacreditada com tudo isso, não estava afim de falar nada, até estava sem fome, tomava mais suco do que comia.
— Está bem, filha? — minha mãe falou baixinho do meu lado e eu assenti com um sorrisinho.
Senti Diego apertar minha mão do outro lado e a segurei de volta, ele a ergueu e deu um beijo.
Diego e Henrique foram jogar vídeo game com meu pai enquanto eu e minha mãe deitávamos na rede que tinha lá fora pra conversar um pouco sobre tudo, a faculdade, meu namoro, meus amigos, trabalho e enfim. Botar o papo em dia.
— Sabe que fico triste pela mãe da Luana... mas fazer o que né?
— Sim, ela escolheu isso, infelizmente — falei observando o céu nublado.
— Você está bem mesmo? — ela perguntou de novo.
— Acho que sim, mãe. Tava me sentindo estranha antes mas tô melhor, vai ficar tudo bem — ela deu um beijo no meu ombro e encostei minha cabeça na dela.
Diego me deixou em casa e foi jogar futebol com os meninos. Fui estudar umas matérias atrasadas e mais tarde fui tirar um cochicho, o famoso cochilo de 5 horas.
Acordei desnorteada, sem nem saber o que fazer. Peguei meu celular que estava do meu lado na cama e haviam 12 ligações do Diego, umas mensagens no grupo e mensagens do Leo.
Whatsapp 📲
(1)
Diego: Nathi (17:30)
Diego: 12 ligações perdidas
(2)
Fuleiros 😛
Marcelo: Alguém tem notícia do Diego? (18:20)
Marcelo: Ele atendeu alguém no celular e teve uma crise que nunca vi antes, daí se mandou
Marcelo: Já faz umas horas
Mavi: Ué
Mavi: A Nathi tá aqui dormindo
Lauren: Ai Deus, estranho
Leo: Vou sair procurar
(3)
Léo: Nathi, sabe do Diego??? (18:15)
Leo: Nathaaaalia
Léo: Nathi?
Leo: Acordaaaa cara
Levantei da cama em um pulo, não fazia ideia de onde o Diego estava e o que tinha acontecido, me desesperei na hora. Sai do quarto e trombei na Mavi, que também parecia preocupada.
— O que tá acontecendo? — perguntei e nisso apertei em ligar pra ele, mas só chamava.
— Não sei, Nathi, ninguém acha ele — assim que ela disse isso o celular dela tocou, ela atendeu e eu fiquei mais nervosa enquanto ouvia.
— Oi, que? — ela dizia — Ai, cara, que que isso... — ela passava a mão no rosto — Tá, vou avisar ela, já te ligo — desligou o celular e se virou pra mim — O Leo disse que ele tá em BC, em uma situação... crítica — já fui pensando o pior.
— Crítica? Crítica como? — perguntei completamente surtada.
— Não sei, não me deu detalhes. Ele vai passar aqui com o Marcelo pra gente ir até lá, se arruma — fui rapidamente até o quarto e troquei de roupa, me arrumei apressada e voltei pra sala aguardar. Ela ligou de volta pro Leo falando que poderiam vir enquanto eu ligava mais vezes pro Diego, e nada.
.
— Cara, o que que é isso? — falei assim que entrei no carro e passei as mãos no rosto.
— Relaxa, Nathi, vai dar tudo certo — Leo acariciou meu joelho rapidamente do banco da frente. Mavi estava comigo e Marcelo dirigia.
A viagem que é rápida pareceu demorar uma eternidade só pelo jeito que minha cabeça estava, alguém mandou uma localização pro Marcelo e eu não estava entendendo mais nada. Se isso fosse uma brincadeira deles eu ia ficar muito puta.
— Por que a gente tá aqui? — falei assim que chegamos em uma casa que obviamente estava tendo uma festa.
— Vamos descobrir — Marcelo disse assim que alguém veio abrir a porta pra gente. Era o Ryan, da viagem de réveillon, amigo da cachorra da Isadora.
— E aí, pessoal! Saudades — abraçou o Marcelo visivelmente chapado — Quanto tempo, Nathi. Tá mais gata ainda — me abraçou e eu afastei ele — Teu namorado tá aí — franzi a festa enquanto entrávamos na casa.
A música estava muito alta e tinha muita gente por ali, mas mais gente ainda na parte de fora. Meus olhos procuravam o Diego enquanto eu tentava entender o que ele poderia estar fazendo ali, até que eu o vi. Vi ele rindo, sem camisa, com a Isadora falando coisas no ouvido dele e aproveitando pra passar a mão nele. Fiquei em choque. Meus olhos embaçaram na hora com lágrimas, me senti humilhada, traída, fraca, iludida. Nada do que a gente tinha era real?
Mavi me abraçou de lado enquanto Léo e Marcelo iam até ele, Marcelo o empurrou forte e Léo afastou a Isadora. Quanto mais xingavam ele, mais ele ria e virava o copo que estava na sua mão, Léo bateu no copo e ele não estava entendendo nada, totalmente bêbado, drogado, sei lá. Léo acabou apontando pra mim enquanto brigava com ele, quando seus olhos me viram parece que ele saiu do estado que estava e entrou em transe, eu saí dali soluçando de tanto chorar, sentindo que meu coração ia explodir e meu peito doía mais que tudo, coloquei a mão ali e saí rapidamente da casa, com a Mavi atrás.
— Respira, Nathi — ela segurava meus ombros, eu chorava tanto que não conseguia respirar, não conseguia pensar e nem enxergar. Apertava cada vez mais meu peito enquanto soluçava desesperadamente. Ela me abraçou forte e uns minutos depois ouvi alguém chegando.
— Nathi — Marcelo veio correndo atrás da gente. Eu o olhei e ele esperou uns minutos pra falar enquanto acariciava meu braço — O pai dele morreu.
Puta que pariu.
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Era pra ser
FanfictionSeria uma viagem de réveillon normal como as outras, ou pelo menos Nathalia e Diego pensavam que seria até se conectarem um ao outro. Como se não bastasse ser encontro, foi amor.
