Ah, como é triste, depressivo, e também lindo e ótimo o passar do tempo. Por exemplo, podemos falar que pra quem foi presa, ficou meses em uma penitenciária e depois em uma colônia prisional, o tempo era uma dádiva divina. Nem se compara! Mas essas mesmas pessoas também ficariam com uma pequena tristeza nos olhos ao lembrar de um período muito querido, muito lindo, antes de irem pro xilindró.
E somando todos esses períodos, um tempo considerável passou desde o dia em que as 3mix foram desmascaradas em frente a quase todo o PIB da cidade de Margarida do Leste.
Sem mais cadeia, companheiras de cela, e com resquícios de nomes falsos, elas voltam a uma rotina muito mais tranquila. Já que graças a pormenores jurídicos, a vida não voltaria ao normal tão cedo. O novo comum envolvia dias preguiçosos na cidade grande, entrevistas por aí, dinheiro retirado das contas, e semanas similares a férias infinitas. Há quem acharia um paraíso, mas vai explicar isso pra elas?
— Tá me falando que em um ano as bichas não se falaram mais?
— É drama demais até pra aquelas três.
— Se se falaram, eu não sei. Foi o que a Momo me passou. Parece que fingiram que nada aconteceu.
— Não era o que eu esperava...Poxa vida!
— Calma que eu não terminei de contar, ex-carçuda paz e amor!
Velhos apelidos nunca morrem. Assim como a ânsia pela fofoca, ou, nesse caso, informações cruciais para o desenvolvimento final de um trio aos olhos de outro. Lá estavam as três, esparramadas pela sala do apartamento de Jihyo numa noite de quinta-feira. Não teriam que trabalhar no dia seguinte. Sendo o serviço de cantora, taxista, ajudante de igreja, dentro de uma padaria ou até mesmo em um salão de beleza. Era uma típica noite confortável e preguiçosa.
— E como a Momo sabe de tudo isso? — Jihyo perguntou, se espreguiçando no sofá. Muito tempo afundada no móvel fazia efeito naquele corpinho que havia acabado de voltar a rotina de corridas na praia.
— As fofocas vem direto da fonte, papai e mamãe. Ficaram um tempo morando lá no sítio depois de toda a confusão e tal. — Ela continuou a preciosa explicação, claro, vinda depois de longas horas passadas com Momo com foco nos acontecimentos margaridenses. — Sana foi escorraçada de casa pela ex. Entrou de novo de cabeça no trabalho. Ia abrir outra loja. Tzuyu decidiu aproveitar a vida de rica que ela tem, indo fazer doutorado, mestrado ou carambas no exterior. Londres se não me engano. Até mandei uma mensagem pedindo pra ela me trazer uma bolsa, mas ela já tava pra voltar.
— Como você é cara de pau, minha nossa senhora... — Jeongyeon balançou a cabeça negativamente.
Nayeon sorriu.
— Ué, eu saí da cadeia nos últimos meses! Pedir um agradinho pra uma amiga não é crime também, tá? Enfim. Por último, a Dahyun em feito inédito tá entre um trabalho na capital e a vida dela em Margarida. Ainda não se decidiu.
Jeongyeon colocou a mão no rosto em pura depressão.
— Então é isso? Além de pura infelicidade, não vamos ter resolução pra nossa aposta?
Foi só ela dizer aquelas palavras, que as outras duas a olharam com espanto. Jihyo deu risada logo em seguida. Nayeon permaneceu chocada.
— Ah, o que foi agora?
— Eu não acredito que você tá pensando numa mera aposta, e não na vida de três pessoas queridas! — Disse indignada, como se tivesse acabado de ouvir um tremendo absurdo.
— Por favor, Nayeon. Nós três sabemos que você é a primeira a querer o pagamento em caso de vitória. — Jihyo revirou os olhos, não caindo na atuação.
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Dos Palcos Pros Barracos
FanfictionAs 3mix estavam no topo, estourando nas paradas. Até aquela linda carreira de sucesso ir por água abaixo, quando depois de um acidente, foram acusadas de matar o empresário. O trio só teve uma saída: Com novas identidades, fugirem pra uma cidadezinh...
