Quinn Hart não é o tipo de pessoa que perde o controle, mas isso não se aplica quando o seu vizinho de porta enigmático, Weston Wade, está na jogada.
Eles nunca se encontraram pessoalmente, mas as "atividades" barulhentas de Weston, principalmente...
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Entro no Café e paro por um instante, absorvendo a atmosfera ao meu redor. A mobília, apesar de moderna, tem um aspecto despojado que me faz sentir à vontade. Por outro lado, o cheiro que paira no ar me faz torcer o nariz. Não é cheiro de cafeína, e sim de especiarias, e ainda estou me perguntando como Quinn me convenceu a vir até aqui.
Em falar no diabo… vejo-a acenando para mim alegremente de uma mesa ao fundo. Certo. Vamos fazer isso, então.
Aproximo-me de onde ela está sentada, e a visão que eu tenho dela quase faz valer a pena estar aqui hoje. Quinn está usando uma saia preta presa por uma linha de botões na frente e uma blusa preta, de manga curta, com estampa dos integrantes da banda Coldplay na frente. Além disso, está usando uma jaqueta jeans e o cabelo cacheado está preso em um coque elaborado que deixa alguns cachos soltos ao redor do mesmo.
— Oi — cumprimento-a com a voz rouca, deslizando para a única cadeira disponível à sua frente.
— Oi — ela sorri com um ar divertido, mas percebo um leve rubor nas suas bochechas. Só então me dou conta de que essa é a primeira vez que estamos nos vendo cara a cara depois de ficarmos sem roupa na minha cama. — Que cara é essa?
— A cara de quem foi obrigado a fazer uma coisa que não gostaria.
O sorriso dela fica maior.
— Não seja tão dramático. É só um café.
— Isso não é café de verdade, Quinn.
— Já parou pra pensar que você é exigente demais? — arqueia a sobrancelha.
— Isso pode te salvar de uma intoxicação alimentar, por exemplo — argumento. — É sempre bom saber o que você coloca na boca.
— Chato — ela cantarola.
— Primeiro aquele hambúrguer ultra gorduroso capaz de obstruir todas as veias do corpo e agora isso… o que vem a seguir? — estreito os olhos.
— Prometo que vou pensar carinhosamente sobre isso — diz ela, com ar espertinho e um sorriso travesso. — Mas, por enquanto, vamos apenas focar no agora. Preciso que você deixe o senso crítico de médico esperando do lado de fora do Café e apenas relaxe. Você prometeu tentar, Weston.
Franzo o cenho.
— Não prometi, não. Eu estou sendo obrigado a ingerir essas monstruosidades.
Quinn revira os olhos.
— Vamos lá, Wes — ela usa um tom doce que tenho certeza que é apenas pra tentar me convencer. — Poderia fazer isso? Por mim?
É a minha vez de revirar os olhos.
— Ok, então. Mas já vou logo avisando: se eu sofrer uma intoxicação alimentar…