Capítulo 19

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Não consigo dormir, mas acho que Quinn pode fazer isso por nós dois

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Não consigo dormir, mas acho que Quinn pode fazer isso por nós dois. Ela parece muito confortável em meus braços, com a respiração tranquila e o cabelo escuro espalhado sobre o travesseiro. 

Acho que tenho medo de fechar os olhos e descobrir que tudo o que nós fizemos não se passou de um sonho. Eu me recuso a pensar tal coisa, não quando seu sabor adocicado está gravado na ponta da minha língua e a sensação de estar dentro dela está fresca na minha memória como um disco arranhado que fica se repetindo. 

Era óbvio que eu e Quinn tínhamos alguma química — até mesmo quando brigávamos —, mas eu não podia imaginar que seria algo tão explosivo. Nossos corpos parecem se entender muito bem, como se nos conhecêssemos há décadas, e não posso negar que isso me surpreendeu. Quando eu estava dentro dela, parecia que era a coisa mais certa do mundo, e eu não imaginava que pudesse me conectar tão bem fisicamente com outra pessoa novamente depois do que eu passei. 

Eu receava que esse acordo sexual com Quinn poderia ser um tiro no próprio pé, mas depois dessa transa… desconfio que tenha sido a minha melhor decisão em tempos. 

Sinto Quinn despertar nos meus braços, fazendo barulhinhos preguiçosos. Ela rola para o lado, ficando de barriga para cima, deixando o seu corpo exposto à pouca luz noturna que entra pela janela — esqueci de fechar a cortina. Seus olhos se abrem lentamente, os cílios tremendo, e ela nunca esteve tão bonita com sua nudez totalmente à vista. Vendo seus mamilos tão durinhos, eu só sinto vontade de chupá-los mais uma vez, apenas para deixá-la molhada e pronta para eu cair de boca naquela boceta deliciosa e macia. 

Quinn vira o rosto na minha direção e me observa por alguns segundos antes de dizer com a voz baixinha: 

— Oi. 

Sorrio um pouco. 

— Oi. 

— Que horas são? 

Ergo o olhar para o despertador em cima da mesa de cabeceira. 

— Duas e quinze da madrugada. É muito tarde… por que não volta a dormir? Precisa descansar. 

— Estou com sede — diz ela. 

— Eu resolvo isso — digo, já me levantando da cama. 

Sem me importar com minha nudez, eu saio do quarto e vou direto para a cozinha buscar um copo d'água. Quando volto, encontro Quinn sentada na cama, com as costas descansando na cabeceira e o cabelo preso em um coque desajeitado. Linda demais. 

Acomodo-me na ponta da cama e lhe entrego o copo. 

— Obrigada — Quinn bebe tudo em longos goles e deixa o copo sobre a mesa de cabeceira. Ela olha para mim e pergunta: — O que foi? 

— O quê? 

— Por que tá olhando pra mim desse jeito? 

— Que jeito? 

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