Quinn Hart não é o tipo de pessoa que perde o controle, mas isso não se aplica quando o seu vizinho de porta enigmático, Weston Wade, está na jogada.
Eles nunca se encontraram pessoalmente, mas as "atividades" barulhentas de Weston, principalmente...
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— Está tudo bem?
Olho para Weston e tento um sorriso.
— Sim, estou.
Acho que não fui muito convincente, pois ele franze as sobrancelhas.
— Tem certeza? Você ficou muito quieta de repente.
A verdade é que a minha conversa com Dominic me deixou um pouco abalada. Isso me fez repensar tudo o que aconteceu até aqui, e o que pode acontecer futuramente. Uma coisa é certa: estou me apegando demais, sentindo demais, e Weston está interessado apenas no meu corpo. Esse foi o nosso acordo inicial, então não posso culpá-lo, e também entendo que ele foi machucado o bastante para desacreditar do amor, mas uma parte de mim, mesmo que a menor e mais profunda delas, tinha um pouco de esperança de que eu pudesse significar pra ele tanto quanto ele passou a significar pra mim.
Ah, droga… onde eu estava com a cabeça quando pensei que fazer um acordo sexual com o meu vizinho seria uma boa ideia?
— Eu só estava pensando…
Weston me lança um olhar indagador.
— Em quê?
Nem ferrando que vou começar a discutir os meus sentimentos na mesa de um bar.
— Nada de importante — desvio o olhar com o pretexto de pegar a minha taça que contém poucos goles de vinho.
— Tem certeza? — Weston insiste. — Seja lá o que estiver te incomodando, podemos pensar em um jeito de resolver isso.
Olho para ele com o meu coração na mão. Odeio quando ele faz isso. Como vou conseguir ignorar meus sentimentos quando Weston se comporta como um cavaleiro prestes a defender a minha honra? Assim fica difícil não me apaixonar e agir feito uma idiota.
Toco o braço dele gentilmente e digo:
— Eu estou bem. Prometo.
Seus olhos me avaliam atentamente, procurando algum sinal de mentira, e mesmo que ele não pareça muito convencido, decide respeitar a minha palavra.
— Desculpa por ter te arrastado até aqui hoje — diz ele.
— Não se desculpe — eu lanço um olhar intenso para ele. — Estou com você, e isso compensa todo o resto.
Um leve sorriso desponta dos seus lábios.
— Usando minhas próprias palavras contra mim? Isso não é um jogo muito limpo, sabia?
Dou de ombros.
— Eu só peguei emprestado o bordão. Nunca fui muito boa em formar frases de efeito.
Sua mão descansa na minha coxa por baixo da mesa, e seu polegar acaricia suavemente um local muito próximo da minha virilha que faz todo o ar ficar preso nos meus pulmões.