Quinn Hart não é o tipo de pessoa que perde o controle, mas isso não se aplica quando o seu vizinho de porta enigmático, Weston Wade, está na jogada.
Eles nunca se encontraram pessoalmente, mas as "atividades" barulhentas de Weston, principalmente...
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Quando voltei do banheiro e vi Axel perto da Quinn, a primeira sensação que eu tive foi que ele estava me roubando algo. De novo. Então senti uma necessidade enorme de ir até lá e socar a cara dele até que seu rosto se tornasse irreconhecível, e a única coisa que me impediu de agir como um ser irracional foi Quinn; ela não merece ver a pior parte de mim. Essa noite era pra ser divertida, mas aquele desgraçado acabou com tudo.
Mas eu sou obrigado a conviver com Axel diariamente, trabalhamos juntos, mesmo que eu tente, ao máximo, evitá-lo, então pensei que a situação não poderia ficar pior… até que a vi.
Ali estava Miranda, depois de meses, parecendo em paz consigo mesma como se não tivesse arrancado o meu coração de dentro do peito e pisoteado com um dos seus saltos agulhas. Eu pensei que, depois de todo esse tempo, eu já teria superado… mas vê-la nos braços de Axel, o cara que era o meu melhor amigo, com uma bela barriga coberta pelo tecido brilhante do vestido… puta que pariu, foi como se eu tivesse sido atingido por um raio.
Então ela olhou pra mim… o sorriso sumindo do seu rosto, assim como a cor das suas bochechas, e a raiva e o rancor preencheu o meu peito como um tsunami desavisado que destroi tudo pelo caminho. Eu amei tanto aquela mulher, faria de tudo por ela — e fiz —, então é meio engraçado pensar no que nos tornamos agora. Em como só restou dor, ressentimento e amargura. Eu a odeio, e odeio a forma como ela me deixou quebrado, como me fez desacreditar do amor e de que não sou merecedor de algo tão puro e doce.
Axel e Miranda se merecem.
Eu desvio o olhar do casal, tentando parecer indiferente, mas percebo que minha mão está tremendo quando tento beber um gole de uísque. A bebida desce queimando o meu estômago, e ameaça voltar pela garganta, mas aguento firme. Estou tão tenso e ansioso, mas não posso fugir. Não darei esse gostinho àqueles dois, não quero que pensem que, depois de todo esse tempo, continuo sendo fraco e emotivo, mesmo que isso seja verdade.
Talvez esse seja o segredo para superar um baque tão grande: você simplesmente continua fingindo que está tudo bem, e se repetir a mentira por muito tempo, talvez ela se torne verdade.
Deixo o copo em cima do balcão; está claro que não vou conseguir beber mais nada nesta noite. Olho, ansioso, na direção do corredor que leva ao banheiro, mas não vejo nenhum sinal de Quinn. Está tão quente aqui… de repente, sinto como se estivesse sufocando. As paredes estão se fechando, minha cabeça parece pesar duas vezes, torturada pela intensidade dos meus sentimentos.
Droga, preciso de um pouco de ar.
Afasto-me do bar e abro caminho até as escadas. Não olho para nada além do caminho à minha frente, mesmo que eu sinta que estou sendo observado o tempo todo. Subo degrau por degrau apoiado no corrimão, e finalmente consigo alcançar o segundo andar. Sigo até um corredor onde tem uma porta dupla que está entreaberta, e encontro uma varanda com vista para os fundos do salão, composto por uma piscina em formato de feijão e um jardim com chafariz.