Quinn Hart não é o tipo de pessoa que perde o controle, mas isso não se aplica quando o seu vizinho de porta enigmático, Weston Wade, está na jogada.
Eles nunca se encontraram pessoalmente, mas as "atividades" barulhentas de Weston, principalmente...
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Três semanas se passaram depois da partida de Ann.
Não fomos muito próximas, mas sinto que todas as reviravoltas da minha vida nos últimos meses foram por causa dela. É estranho pensar que só nos vimos poucas vezes, mas ela se tornou uma pessoa muito querida, como se fosse uma amiga da escola.
Parte disso se deve a Weston. Tudo o que eu sabia sobre a Ann foi ele quem me contou, então acho que é normal se sentir próxima de uma pessoa quando você sabe muitas coisas sobre a vida dela. A partida de Ann foi dolorosa para mim, então não imagino como deve estar sendo catastrófica para Weston.
Eu quero sim dar apoio a ele, mas também entendo que ele precisa de espaço para processar o luto. Não nos afastamos completamente nas últimas semanas, mas não posso dizer que o vejo com frequência. Talvez eu tenha o visto duas ou três vezes nesse meio tempo, mas nossa comunicação tem sido mais por mensagens de texto e ligações curtas. Sinto que Weston não quer falar muito sobre isso, e eu estou tentando respeitar a sua decisão, mesmo me sentindo impotente.
Tenho medo de nos afastarmos definitivamente. As coisas entre nós estavam indo bem, mesmo confusas, e agora isso…
Weston já foi magoado antes, e pelo que ele me disse, seu coração se trancou para o restante do mundo. E quanto a isso? Qual será a profundidade dessa cicatriz? Eu não quero ser trancada para o lado de fora porque me importo demais com ele para deixá-lo sucumbir à tristeza.
— Juro que consigo ler seus pensamentos se formando em balões acima da sua cabeça, tipo histórias em quadrinhos — debocha Victoria, enquanto estou praticamente debruçada sobre o balcão, com o rosto apoiado na mão e o cotovelo sobre a madeira fria, usando um vestido vermelho de festa e me sentindo patética mexendo a bebida em meu copo com um canudo.
— Ah, é? — pergunto enfadada. — E o que estou pensando agora?
— Hum… — Victoria finge pensar. — No seu vizinho.
Reviro os olhos.
— Mas isso é óbvio.
Ela bufa.
— Eu não te trouxe aqui para você ficar com essa cara de bunda, Quinley. Você mal tocou na sua bebida — reclama.
— Eu não estou afim de beber e te disse isso.
É a vez dela de revirar os olhos.
— Eu só imaginei que um pouco de álcool pudesse te animar.
— Errou feio — retruco.
Victoria suspira.
— Você não pode ficar nesse estado de desânimo para sempre.
— O trabalho foi cansativo, então…
— Aham — ela me lança um olhar cético. — Porque essa cara de sofrimento tem tudo a ver com o seu trabalho e nada haver com o seu vizinho.