Quinn Hart não é o tipo de pessoa que perde o controle, mas isso não se aplica quando o seu vizinho de porta enigmático, Weston Wade, está na jogada.
Eles nunca se encontraram pessoalmente, mas as "atividades" barulhentas de Weston, principalmente...
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Acordo com o barulho da chuva se chocando contra a janela do quarto, e está tão frio e tão escuro que meu único desejo é permanecer debaixo das cobertas, com o corpo de Quinn me envolvendo em uma camada de conforto agridoce.
Olho para a mesa de cabeceira, na direção do despertador. Ainda não são 6 da manhã, mas a rotina do hospital nunca me deixa dormir o suficiente mesmo quando estou de folga. Força do hábito.
Mas nem mesmo a rotina é capaz de me fazer levantar agora e me separar de Quinn, e quando estou prestes a fechar os olhos mais uma vez e aproveitar a sua companhia, sua voz, baixa e suave, flutua até os meus ouvidos:
— Por que acordou tão cedo?
Olho para baixo, mais especificamente para o rosto dela, mas seus olhos permanecem fechados.
— Por que você está acordada tão cedo? — retruco com outra pergunta.
— Tenho que levantar em alguns minutos — ela me lembra. — Meu voo sai às 8.
Ah, sim. O maldito voo.
— Por que você tem que ir à Espanha?
Um leve sorriso se desenha pelos lábios dela.
— Humm, não sei. Suponho que eu seja a cerimonialista e que preciso estar presente no casamento da minha cliente.
— Por que essa tal cliente decidiu casar tão longe? Há várias igrejas legais em Chicago.
Quinn abre os olhos, apesar de ainda parecer sonolenta, e me lança um olhar divertido.
— Ela não é americana, é? A família e o noivo são da Espanha.
— Mas ela mora aqui — argumento.
— Você está mesmo preocupado com a localização do casamento de uma pessoa que você nem conhece ou é outra coisa? — insinua ela.
— O que está sugerindo, Regina? — Faço-me de desentendido.
Ela torce o rosto pela menção do seu apelido “carinhoso”.
— Você prefere me insultar a ter que admitir que vai sentir saudade?
Abro a boca, prestes a dizer uma gracinha, mas quando olho nos olhos dela, a piada se perde e eu só consigo sentir o meu peito cheio de coisas que não ouso dizer em voz alta.
— Vou sentir saudade, Quinn. Muita.
Há um momento de silêncio enquanto encaramos um ao outro, e vejo tantas coisas passando em suas órbitas… ou são reflexos dos meus próprios sentimentos? Difícil dizer, mas posso jurar que sinto o coração dela batendo mais rápido contra a minha pele.
— Também sentirei saudade — declara ela, baixinho, um pouco tímida. — Mas eu estarei a uma chamada de distância, sempre que precisar.
— E se você estiver ocupada demais com algum espanhol para me atender? — Brinco, apesar de sentir um incômodo no estômago só de pensar na possibilidade.