Capítulo 26

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Não há barulho de chuva quando eu acordo, mas uma luz pálida adentra as cortinas abertas, iluminando o espaço vazio ao meu lado da cama

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Não há barulho de chuva quando eu acordo, mas uma luz pálida adentra as cortinas abertas, iluminando o espaço vazio ao meu lado da cama. Há um pouco de lençol amontoado ali, estão frios, fazendo parecer que a presença de Quinn na noite que antecedeu não passou de uma mera ilusão. Mas ela esteve aqui. Sei disso. Posso sentir a sua presença, mesmo que não possa vê-la, e o seu cheiro está impregnado no travesseiro.

Esfrego o rosto com as mãos, tentando espantar o sono e a preguiça, e dou uma olhada no despertador. Levo um susto ao perceber que se passam das 10 horas… eu nunca durmo até tão tarde, principalmente por causa da rotina do trabalho, mas a noite de ontem… foi realmente difícil. Felizmente hoje é domingo, e não fui escalado para o plantão, o que significa que terei um dia inteiro para me recuperar do baque e voltar à ativa.

Saio da cama, bocejando, e coloco a cabeça para fora da janela. O céu está escuro, o sol brilha timidamente por trás das nuvens, tentando perfurar a massa cinzenta, e as ruas ainda estão molhadas por causa da chuva, a umidade espalhando uma brisa gelada que faz todos os meus pelos ficarem em pé. Fecho a janela e vou direto para o banheiro tomar um banho e escovar os dentes.

Quinn não está em nenhuma parte do quarto, mas quando saio para o corredor, sinto cheiro de ovos fritos e bacon. Encontro-a na cozinha, ainda usando aquele pijama fofo da noite passada, composto por uma calça de flanela e um moletom velho com um enorme cupcake estampado na frente; o cabelo cacheado está preso em um coque meio desajeitado, deixando alguns cachos penderem ao redor do amontoado de cabelo, mas ela nunca esteve tão bonita.

— Bom dia — digo, adentrando a cozinha.

Ela vira a cabeça e sorri com um pouco de apreensão ao me ver. Acho que a noite passada não foi estranha apenas para mim.

— Bom dia — cumprimenta ela, voltando sua atenção para o fogão, onde algumas tiras de bacon estão fritando dentro de uma frigideira. — Espero que esteja com fome. Não sei o que vocês, ingleses, comem no café da manhã, então vai ter que se contentar com ovos, bacon e torrada.

Sorrio, me aproximando do fogão.

— Está ótimo. Posso ajudar em alguma coisa?

Ela me olha de soslaio.

— Que tal aquele "café de verdade" que você me prometeu, hein?

— Deixa comigo — assumo a responsabilidade, e deposito um beijo no pescoço dela antes de me afastar. Tenho a impressão de que a vi morder o lábio na tentativa de esconder um sorriso, e isso me deixa um pouco mais animado.

Trabalhamos em silêncio por um tempo. Quinn frita mais algumas tiras de bacon enquanto eu faço duas xícaras de café coado, fazendo o cheiro de gordura e cafeína se mesclar no ar da cozinha. Montamos nosso café da manhã sobre a ilha, adicionando um pote de geleia de ameixa e manteiga.

— Humm, o cheiro está ótimo — diz Quinn, olhando curiosa para as xícaras contendo café.

— Aqui, prova — empurro uma das xícaras pra ela. — Você pode colocar um pouco de açúcar ou mel.

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