Quinn Hart não é o tipo de pessoa que perde o controle, mas isso não se aplica quando o seu vizinho de porta enigmático, Weston Wade, está na jogada.
Eles nunca se encontraram pessoalmente, mas as "atividades" barulhentas de Weston, principalmente...
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Seguir em frente.
Acho que consigo.
Bom, pelo menos estou tentando.
Foi muito doloroso ler a carta que Ann deixou para mim, pois ali eu entendi que realmente tínhamos chegado na última página do livro, o tão temido ponto final. Mas então eu entendi que a escolha era minha: ou tudo acabava ali ou eu poderia escrever um novo capítulo. Eu prometi a Ann que a deixaria ir quando chegasse a hora, e mesmo que não esteja sendo fácil, eu continuo dia após dias superando a dor do luto.
As últimas semanas foram um processo de reabilitação. Eu não estava pronto para voltar a trabalhar, as lembranças ainda eram muito recentes, então tirei um tempo para mim mesmo, para me isolar do mundo. Pensei que era isso que eu precisava, mas percebi que eu estava caindo em um poço sem fim, fundo e escuro demais para conseguir enxergar a superfície. Eu me isolei, e no fundo eu sabia que afastar as pessoas não me ajudaria em nada — eu já estive nessa posição antes, e não pretendo voltar.
Então, aos poucos, estou começando a enxergar a luz do dia. Estou tentando voltar aos meus velhos hábitos, mesmo que algumas coisas não sejam possíveis recuperar. Mas há outras que não posso perder, e é claro que estou me referindo a Quinn. Eu acabei me afastando dela — não era minha intenção — porque não queria colocar sobre os ombros dela o peso das minhas dores, mas percebi uma coisa durante as minhas noites repletas de silêncio: ninguém merece estar só o tempo todo, ainda mais em momentos difíceis. E ela estava ali, disposta a estender a mão, então, por que não?
Não temos rótulos, é verdade, mas não é novidade para ninguém o quanto ela significa para mim. Eu gosto da Quinn pra caralho, e merda… estou perdidamente apaixonado por aquela mulher louca que bateu na minha porta em um dia qualquer e me fez ameaças.
Quem diria, hein? A vida é realmente cheia de surpresas.
De qualquer forma… espero fazer a coisa certa desta vez.
São 7 horas da noite de um sábado quando vejo Quinn sair do elevador velho do prédio, linda de tirar o fôlego. Ela está usando um vestido azul vibrante, curto, com apenas uma manga longa, e o cabelo preso em um daqueles coques elaborados que deixa alguns fios soltos ao redor do rosto. Pelo visto, ela está voltando de uma festa referente ao trabalho.
Ela parece ficar surpresa ao me ver sentado no chão, entre nossas portas, e faz uma breve pausa antes de abrir um meio sorriso e vir desfilando até mim com um par de salto de 10 centímetros.
— Não vai me dizer que perdeu a chave de casa — caçoa ela, possivelmente relembrando do que aconteceu consigo mesma.
— Depende… se eu disser que sim, você vai me convidar para entrar?
O sorriso dela fica maior.
— Você não precisa de pretexto para entrar, Weston.