Capítulo 49

3K 245 19
                                        

Por que a maioria de vocês odeiam Red Spots? A maioria comentários de ódio 😭😭😭

~~~~~~~~~~~~~~~~~💛

- Está nervosa? - encarei Camila.

- Não mais que você - sorrio observando ela, seu rosto contorcido em preocupação. - Sabe que tudo vai dar certo e logo estaremos aproveitando nossa pequena - ela sorrir ainda nervosa, acariciando minha mão. - Amo você - me declarei antes de ganhar um beijo seu.

A enfermeira chegou e me guiou até a sala de cirurgia, já que tanto eu quanto Camila optamos por uma cesariana, e hoje será o grande dia.

Sorri ao ver toda nossa família observando tudo através do vidro, tendo as avós babonas já chorando horrores.

A preparação pareceu durar bem mais que o parto, já que não percebi a passagem dos minutos antes de ouvir um chorinho invadir meus ouvidos, fazendo meus olhos ganharem lágrimas instantaneamente.

Me senti ansiosa quando a enfermeira levou meu bebê para algumas preparações, mas vi que Camila fez questão de acompanhar tudo de perto.

Meu coração errou uma batida ao ver minha latina receber nossa pequena em seus braços, funguei olhando ela se emocionar antes de vir até mim.

- Veja, é tão linda quanto você - pude ouvir a voz chorosa, pois meus olhos capturavam a imagem mais perfeita que eu poderia ver em toda a minha vida.

Júlia estava com seus olhinhos fechados enquanto os lábios rosinhas parecia sugar algo. Sua pele branquinha fazia contraste com o bordado da sua touca, me fazendo derreter com a visão.

Suspirei fundo, me sentindo realizada.

Camila se inclinou devagar, posicionando nossa pequena sobre meu peito, com todo o cuidado do mundo. Senti o calorzinho dela atravessar o tecido fino da roupa hospitalar e, naquele instante, nada mais importava.

- Bem vinda, meu amor... - sussurrei passando a ponta dos dedos com delicadeza por sua bochechinha macia. - Agora nossa família está completa - desviei para os olhos castanhos, notando Camila sorrir entre as lágrimas.

Eu sabia que ela tentava ser forte, mas a forma como seus olhos brilhavam entregava cada emoção que ela carregava. Ela ajeitou uma mecha de cabelo dentro da touca que usava e ficou me observando, como se quisesse gravar aquele momento para sempre.

- Obrigada por me dar tudo isso - falou com doçura. - É tanto amor que eu nem sei explicar - ela se inclinou, roçando os lábios nos meus em um beijo suave, cheio de amor e promessa. Senti as lágrimas dela tocarem minha pele e me derreti ainda mais.

Júlia mexeu de leve, como se reclamasse da interrupção da paz dela, o que fez nós duas sorrir baixinho. Foi nesse instante que ouvi os aplausos abafados vindo do vidro. As crianças agitavam as mãos, pulando animadas, enquanto as avós ainda choravam como se fosse o primeiro bebê da família.

- Eles estão todos apaixonados por ela - Camila sorriu, enxugando as lágrimas rapidamente.

- E quem não estaria? - retrucou, admirando mais uma vez o rostinho da nossa filha. - Olha só para ela… é perfeita.

O médico anunciou que tudo havia corrido bem e que logo iríamos para o quarto, mas eu já não escutava direito. Minha mente e meu coração estavam inteiros ali, no calor daquele pequeno corpo, no sorriso choroso da minha esposa e no futuro que eu podia quase tocar com as mãos.

(...)

Já no quarto, tudo parecia mais calmo. A tensão da sala de cirurgia havia ficado para trás, e agora só existia a suavidade do ambiente, o cheirinho de bebê que começava a se espalhar, e o coração batendo acelerado no meu peito. Camila ajeitou Júlia com cuidado nos braços, sentando ao meu lado na cama.

A porta se abriu devagar, revelando nossos cinco pestinhas, cada um com uma mistura de curiosidade, ansiedade e nervosismo estampado no rosto. Eles entraram em silêncio quase como se estivessem diante de algo sagrado.

- Venham… - Camila chamou baixinho, o sorriso iluminando seu rosto.

Noah foi o primeiro a se aproximar, e por mais que tivesse com os olhinhos tímidos no momento, não deixou de encarar Júlia como se estivesse diante do maior tesouro do mundo.

- Ela também é uma princesa? - perguntou esticando o dedinho com cuidado, mas sem tocar.

- A mais linda de todas - foi Jenna quem respondeu, se posicionando atrás do irmão. - Parece até um anjinho dormindo - sorriu encantada.

Manoel, sempre o mais curioso, deu um passo à frente, inclinando a cabeça.

- Posso pegar? Só um pouquinho? - perguntou ansioso, mordendo o lábio.

Camila sorriu baixinho.

- Ainda não, meu amor. Ela é muito frágil. Mas você pode sentar e a mama colocar no seu colo - nem pensou duas vezes antes de correr para o pequeno sofá, se ajeitando como se já fosse um expert.

Observei Camila, com cuidado, colocar Júlia em seus braços, guiando seus movimentos. O olhar de Manoel se transformou completamente: sério, protetor, quase adulto.

- Vou cuidar dela para sempre - prometeu acariciando o rostinho da bebê com o maior cuidado do mundo.

Enquanto isso, Miguel observava em silêncio, um sorriso tímido crescendo nos lábios. E só quando Manoel devolveu a bebê para Camila que ele se aproximou.

- Ela parece… fofinha - confessou baixinho.

- Você quer segurar ela um pouquinho? - perguntei mas ele rapidamente negou com a cabeça. Sorri com a sua pressa.

Juan que até então se mantinha afastado atrás dos irmãos, finalmente pareceu tomar coragem. Ele se aproximou com passos hesitantes enquanto segurava um ursinho de pelúcia que havia escolhido para dar de presente à irmã. Estendeu o brinquedo assim que parou de frente para mim.

- Isso é para ela, assim nunca ficará sozinha - acho que estou sensível demais, e por isso foi impossível segurar algumas lágrimas.

Ver nossos filhos recebendo Júlia com tanto amor era a certeza de que ela havia chegado no lar mais acolhedor que poderia existir.

Curtimos o momento em família por um bom tempo, até o momento que a babá acompanhou os pestinhas de volta para casa, onde ficariam mais a vontade.

E enquanto Camila acompanhava eles até a saída do hospital, meus pais me faziam companhia.

- Como está, querida? - papai se aproximou e beijou minha testa, antes de desviar o olhar para o pacotinho em meus braços. Júlia dormia após se satisfazer com seu tetê. - Veja, Clara - chamou minha mãe. - Veja se não é uma cópia de Lauren quando nasceu - falou encantado.

- Me deixe ver - mamãe se colocou do outro lado, e demorou um pouco para voltar a falar. - Como pode ser tão perfeita assim? - sua voz saiu embriagada. - Parabéns, querida - me deixou um beijo sobre os cabelos. - Você merece tudo isso - me abraçou de lado, fungando em seguida.

Mamãe chorou ainda mais quando falei para ela segurar minha pequena, e ainda em prantos passou Júlia para os braços do meu pai, que parecia uma criança ansiosa enquanto estava sentado no sofá.

Eu me sentia completa, inteira e realizada. Ainda mais depois que Camila retornou trazendo seus pais e também nossas amigas, que obviamente começaram uma pequena guerra sobre quem seguraria Júlia primeiro.

- Elas não cansam nunca? - Camila sentou ao meu lado, sorrindo da cena que via.

- Até parece que não as conhece - retruquei risonha, antes de bocejar.

- Ok, irei expulsar todo mundo. Você precisa descansar - beijou minha bochecha antes de levantar.

Observei minha latina chamar a atenção de todos e gentilmente pedir licença, acrescentando que eu precisava descansar. E mesmo entre resmungos, todos se despediram com a promessa de nos visitar já em casa.

- Enfim a sós - me aconcheguei em seus braços.

- Enfim a sós - beijou meus cabelos após me abraçar, e instantaneamente me fazendo relaxar.

Our World (G!P)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora