Bônus I

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Vejam só quem resolveu voltar!!! Fazer o que se eu amo essa história...

Perguntei pra minha namorada se ela queria ter oito filhos comigo, a resposta dela foi imediata: "tá queimado e amarrado!" Só pq eu sempre quis ter uma família grande 🙄🙄🙄

~~~~~~~~~~~~~~~~~💛

Cinco anos depois...

Eu estava sentada na beira da cama, encarando a mala aberta como se ela fosse meu maior desafio naquele momento. Tudo já estava pronto, roupas dobradas, documentos separados, carregadores conferidos pela terceira vez... Ainda assim, meu peito permanecia apertado.

A verdade era simples e difícil de admitir: eu estava com medo. Medo de viajar. Medo de deixar meus pestinhas, mesmo que fosse só por dois dias.

Oito anos tinham se passado desde o meu casamento com Camila, e eu ainda sentia aquele nó no estômago sempre que precisava me afastar deles. Ser mãe tinha mudado tudo em mim. Até o que antes era simples, agora vinha acompanhado de culpa, receio e um amor quase sufocante.

- Amor… - a voz de Camila soou na porta do quarto. Levantei o olhar e a vi ali, encostada no batente, com aquele sorriso tranquilo que sempre conseguia me desmontar. Ela parecia tão segura, tão certa de que tudo ficaria bem. - Você já conferiu essa mala umas cinco vezes - ela comentou divertida.

Suspirei, passando a mão pelos cabelos.

- Eu sei, mas… - hesitei. - E se eles sentirem muita saudade? E se as meninas não conseguirem dormir? E se o Noah resolver inventar alguma das suas inúmeras gracinhas? E se os gêmeos passarem mais uma noite fora de casa? - suspirei deixando meus ombros caírem. 

Camila se aproximou, sentou-se à minha frente e segurou minhas mãos. Seu toque tinha o poder de me acalmar, mesmo quando minha cabeça insistia em criar cenários catastróficos.

- Você precisa parar e respirar um pouco - disse com suavidade. - Sabe que eles vão ficar bem... Afinal ficarão comigo - ela encostou a testa na minha, sorrindo divertida. - Passar dois dias longe deles não te tornará uma péssima mãe... Precisa parar de se cobrar tanto - fechei os olhos por um instante. Talvez ela tivesse razão. Camila quase sempre tinha.

Afinal eram oito anos... Oito anos de casamento, de rotina dividida, de amor amadurecido no meio do caos. Oito anos acordando cedo, preparando lanches, ajudando com tarefas, lidando com choros, risadas e aquela bagunça que no fundo, eu amava mais do que qualquer coisa.

Mas eu tinha que admitir, mesmo amando a rotina que sempre desejei ter, eu sabia que não podia me culpar se algo saísse do controle, afinal eu não podia controlar oito pestinhas, não ao mesmo tempo.

Fechei a mala e levantei, disposta a sair daquele quarto antes que desistisse de vez.

Saímos do quarto de mãos dadas, e bastou colocar o pé no corredor para a realidade cair sobre nós como um balde de água fria, ou melhor, como um furacão em plena atividade.

O barulho vinha da sala de jantar. Risos altos, vozes se atropelando, cadeiras sendo arrastadas, alguém reclamando de alguém, e no meio disso tudo, um choro fino que eu reconheceria em qualquer lugar. Suspirei fundo antes mesmo de virar o corredor.

- Preparada? - perguntei erguendo uma sobrancelha para Camila.

- Nunca - sorriu divertida.

Quando entramos na sala de jantar, a cena era exatamente o retrato do caos que chamávamos de lar.

- Tem certeza que não quer pedir ajuda aos nossos pais? - perguntei uma última vez desde que anunciei minha viagem à negócios. Ela coçou a nuca antes de responder.

Our World (G!P)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora