Capítulo 58

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Anos depois...

O sol já começava a invadir a casa quando fui acordada com um peso sobre meu peito. Abri os olhos lentamente e dei de cara com Noah, me encarando com um sorriso travesso.

- Bom dia, princesa! - ele gritou, me fazendo fechar os olhos com força. - Você estava demorando demais, então resolvi te acordar - falou como se não fosse nada demais.

E antes que eu pudesse falar algo, fui interrompida com os gêmeos aparecendo na porta, visivelmente discordando de algo.

- Mamãe, ele está dizendo que eu não sei guardar segredo! - Manoel acusou, cruzando os braços após apontar diretamente para o irmão.

- Não sabe mesmo! Ele quase contou para a mama! - Miguel rebateu e bufou assim que viu o irmão se jogar na cama, quase esmagando meu braço.

- Ai, meu Deus… - murmurei temendo que minha surpresa tivesse sido revelada antes do tempo. - Cadê a mãe de vocês? - olhei ao redor.

- Tentando preparar o café, mas você sabe, nada é possível com esses monstrinhos - Jenna surgiu segurando uma mão de Júlia, o que me fez sorrir, elas eram tão apegadas e isso fazia meu coração apertar, afinal daqui alguns meses Jenna iria ingressar em uma faculdade, essa que ficava há alguns quilômetros daqui. - Mas não se preocupe, ela ainda não sabe de nada - respirei aliviada, ajudando minha pequena a subir na cama, onde ela sentou com seu ursinho preferido.

- Alguém pode me explicar como vocês conseguem começar uma briga antes mesmo de escovar os dentes? - Juan resmungou ainda sonolento, seus cabelos bagunçados me dava a certeza que ele também tinha acabado de acordar.

E antes de qualquer outra coisa, a única pessoa que ainda faltava entrar naquele quarto, chegou.

Camila parou na porta segurando uma bandeja recheada, ela olhou para cada filho e depois se voltou para mim, me oferecendo um dos seus melhores sorrisos.

- Feliz dia das mães? - sorri, afinal nada mais fazia junção daquelas palavras naquele momento.

(...)

Após tomar nosso café em um momento único, recheado de conversar, risadas e até discussões, decidimos descer para a piscina. O dia estava lindo e por isso seria ótimo aproveitar cada minuto dele.

- Mama? Lo? - me virei para a porta que estava abrindo, me deparando com Jenna.

- Sua mãe foi ajudar Júlia a se vestir - voltei minha atenção para minhas roupas, pegando uma saída de praia qualquer e vestindo.

- Eu queria saber se posso chamar Anne - franzi o cenho, ela parecia nervosa e hesitante.

- Sabe que sim. Daqui uns dias vou preparar um quarto para ela, quem sabe assim ela fica mais a vontade aqui - brinquei, afinal Anne passava mais dias aqui que na própria casa.

- Como foi quando você se interessou pela mama? - ergui uma sobrancelha com a pergunta repentina. - Você me disse que não se via casada com uma mulher, então...

- Ah - dei de ombros. - Não é como se uma mulher gostosa como sua mãe pudesse passar despercebida - ela revirou os olhos, me fazendo sorrir.

- Quero saber como descobriu que estava apaixonada por ela - falou em uma falsa falta de paciência.

- Isso aqui é sobre eu e sua mãe ou sobre você e Anne? - ela arregalou os olhos. - Amor, já fazem dois anos que vejo seus olhinhos brilhando toda vez que fala dela - Jenna desviou o olhar.

- Está tão na cara assim? - se encolheu.

- Desde o primeiro momento - sorri. - Só não entendo porque tanta demora para assumir esse sentimento.

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