- Não comprou o carregador? - PG perguntou quando viu as mãos do namorado sem sacola. - Tavam fazendo o que? Transando?
- Claro que não. - Marcus olhou pra Thales e riu. - A gente foi ver o carregador, mas era o Thales que tava colocando errado no celular.
- É... Eu sou burrinho às vezes. - Thales disse rindo. - Não acerto o buraco.
- Não acerta mesmo! - PG falou puxando Thales pela mão e indo para uma loja junto com Marcus. - Adorei aquela calça, vamos lá ver.
Ficaram algumas horas no shopping, almoçaram e foram à praia. A equipe inteira foi, até os bailarinos, junto com Dudu e o seu "amigo", que já estavam de mãos dadas.
- Então o namorado do Dudu era pela internet? - Carol perguntou a Cauan que assentiu. - E ele conheceu ele agora?
- Não, ele veio pra cá várias vezes ver ele. - Leandro entrou na conversa. - Gui, como prefere ser chamado, é uma ótima pessoa.
- Parece ser mesmo. - Carol observou os dois sorrirem. - Dudu é meu amigo, não quero que ele sofra com alguma coisa sabe?
- Gente! - Gui falou pra todos escutarem. - Ali tem o melhor acarajé de Salvador!
Gui apontou para uma barraquinha que ficava ali na praia. Havia uma baiana e uma moça que trabalhava com ela. Todos se aproximaram doidos para provar a especialidade baiana.
- São 14 acarajés. - Gui falou para a baiana. - Completas.
- 14 NÃO! - Paulo gritou. - Eu não posso comer.
- Porque? - Gui perguntou sorrindo. - Não gosta?
- Ele é alérgico a camarão e cachorro. - Dudu e Thales falaram juntos, e se olharam sérios.
- Exatamente. - Paulo se aproximou da barraquinha. - São 13, eu quero só essa cocada tá?
Paulo pegou a cocada enquanto a baiana levou minutos para fazer todas as acarajés. Thales pegou uma das primeiras e enquanto comia, pegou um pedacinho sem camarão e deu na boca de Paulo, e sorriram.
Dudu observava a cena enquanto Gui fingia não notar seu olhar. Logo depois, estavam voltando ao hotel. À noite, decidiram ir para uma boate beber e dançar.
- Pelo amor de Deus, não vai postar snapchat bêbada! - Paulo disse quando Carol pegou o terceiro copo de bebida. - E nem coloca minha cara tá?
- Doido pra entrar no snap, mas tá com cara de bêbado. - Marcus disse rindo.
- Sou viciado no snapchat. - Gui perguntou mexendo no celular. - Qual o seu, Thales?
- Não tenho. Snap é coisa de... - PG o olhou e riu. - Maluco! A pessoa entra e fica viciado. Esse aqui é um.
- Sou viciado mesmo! - PG terminou a bebida e puxou Thales pela mão. - Vamos pegar mais bebida.
Os dois passaram pela pista até chegar ao bar. Tinha uma pequena fila para a compra, então Thales disse que iria ao banheiro enquanto PG pedia.
No banheiro, quando Thales já estava lavando as mãos, Gui entrou com um copo de vidro vazio e colocou em cima da pia.
- Eu tô puto. - Cruzou os braços e olhou pra Thales, que riu. - Tá rindo de que?
- Você chega aqui, diz que tá puto pra mim como se eu pudesse resolver algo. - Thales enxugou as mãos na própria calça. - Nem conheço você.
- Mas o Eduardo conhece o Paulo, e agora eles estão conversando super animados na fila de bebida. - Ele fechou os olhos e abriu, parecia que estava vendo tudo girar. - Eu amo o Dudu, não quero que ele me deixe.
- Vamos lá comigo. - Thales passou uma mão pelo ombro dele e saíram, com Gui cambaleando. - Tá bom de bebida hein?
- Claro que não, vou beber bem mais!
Thales viu Paulo pegar duas caipirinhas e Dudu pedir algo no balcão. Se aproximou rindo dos tropeços de Gui e pegou um dos copos de PG.
- Olha quem eu encontrei no banheiro. - Thales apontou com a cabeça o Gui, e riu. - Acho melhor ele parar de beber, Eduardo.
- Gui! - Dudu segurou o namorado e o colocou sentado em um banco alto. - Fica aqui, vou pedir água pra você, depois vamos embora.
- Quer que eu chame um táxi? - PG disse pegando o celular. - A van do hotel foi embora há horas.
PG chamou um táxi e ajudou Dudu com Gui. Voltou pra perto de Thales rindo, mas ele estava sério.
- Que foi? - PG disse sorrindo. - Tá com ciúme de mim com aqueles bêbados?
- Não precisava ir deixar eles dentro do táxi né? - Thales olhou pro lado e deu um gole na sua bebida. - Exagerou.
- Só fui porque o Dudu não ia conseguir levar ele sozinho. - PG colocou as mãos ao redor da cintura de Thales. - Eu não quero nada com eles, só quero você.
Thales riu e o puxou para um canto escuro perto do banheiro, onde deram amassos sem ninguém perceber.
- Caralho, que dor de cabeça! - PG disse assim que abriu os olhos naquela manhã de sábado. - Essa porra não pára de tocar!
PG pegou o celular na cabeceira da cama e atendeu.
- Alô?
- Vai descer pra almoçar? - Carol disse com voz rouca. - Também tô com uma ressaca do cão, mas temos que comer.
- Certo, desço daqui a 40 minutos. Você tem remédio pra dor de cabeça? - Ele sentou e fechou os olhos.
- Sim, vou ligar para os outros descerem daqui a uma hora então. Tchau.
Paulo desligou e colocou o celular pra carregar. Olhou pra Thales e lhe deu um selinho. Ele gemeu com sono e abriu os olhos, encontrando aqueles olhos verdes o olhando apaixonadamente.
- Bom dia... - Thales disse lhe dando um selinho. - Que horas são?
- Meio dia e meia. - PG levantou e foi para o banheiro, deixando a porta aberta. - Carol ligou chamando pra almoçar, tenho que comer bastante pra não morrer antes do 220.
- E sua voz? Não tá travada por causa do álcool? - Thales perguntou mexendo no celular.
- Não, graças a Deus. Só preciso de um banho, um café forte e um remédio. - Paulo deu descarga e entrou no box, o a cueca.
- Eu vou ter que ir no shopping hoje a noite antes da peça, de lá vou pro teatro direto. - Thales levantou e abriu a varanda do quarto. - Vou ver se compro um presentinho pra Tamara.
- Compra um presente pra Ju? - PG pediu. - Porque eu não vou ter tempo.
- Claro!
Os dois se ajeitaram, e uma hora depois já estavam chegando no restaurante. Gui apareceu com a cara de sono e sentou-se do lado de Dudu.
- Boa tarde. - Ele disse sem tirar os óculos escuros. - Tudo bom com vocês?
- Mais ou menos, só a ressaca de todo mundo. - Diogo falou olhando pra Carol e riu.
- Eu nem bebi tanto assim. - Carol deu língua pra Diogo. - Então, vamos pedir logo pra irmos fazer a passagem de som!
Eles almoçam juntos, em silêncio por causa da ressaca e logo a equipe vai para o teatro.
À noite, Thales fica no meio do caminho para o teatro no shopping. PG lhe deu um selinho antes dele descer e entregou o celular.
- Chego lá daqui a pouco. - Thales sorriu e desceu da van.
Ele foi diretamente até a loja das alianças. Chegando lá, encontrou a mesma vendedora e entregou o papel com o pedido.
- Aguarde um minutinho, eu vou buscar. - A moça sorriu e entrou em uma porta.
Thales ficou olhando algumas jóias da vitrine até que seu celular fez barulho de Whatsapp. Ele o pegou e viu que tinha trocado o celular com o de Paulo, sua sorte que sabia a senha.
Discou a senha 0306 e abriu o Whatsapp. A mensagem era de "Dudu".
