Capítulo 29

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- Você vai ser pai de três crianças? - Dudu olhou pra Paulo, surpreso. - Não acha que é muita criança de uma vez?

- Thales e eu damos nossa palavra que iriamos adotar, só não sabíamos que eram três. - Paulo pegou seu almoço e deu a primeira garfada. - Mas temos amigos, não vai ser díficil.

- Boa sorte. Eu preciso ir, tenho que resolver algumas coisas de mala e roupa pra frio. - Dudu levanta da mesa e sorri. - Boa sorte com a carreira Marquinhos, boa sorte com a sua família, Paulo.

- Obrigado, mas Dudu, quando você vai mesmo? Queria me despedir de você com uma conversa.

- Viajo sábado, depois de amanhã. Vai lá em casa, tá tudo encaixotado, mas dá pra ter uma conversa. - Ele sorri e se afasta. - Até algum dia, meus amigos!

- Que foi isso, Paulo? - Marcus pergunta quando perdeu Dudu de vista. - Uma conversa de despedida com o Eduardo?

- Aham. Acho que preciso saber como vai ser isso. Tivemos uma história, e mesmo que eu esteja com casamento marcado e três filhos vindo daqui a quatro meses, preciso resolver de uma vez.

- Não acha que essa viagem a trabalho dele não é mais do que um ponto final na relação de vocês? - Marcus disse desviando o olhar de Paulo. - Mesmo assim se você for na casa dele, pensa no Thales e nos seus filhos antes de fazer burrada.

Já no sábado, Paulo chegou no apartamento de Eduardo e a porta estava aberta, já com poucas caixas.

- Ué, deu tudo?

- Algumas coisas sim, outras dei pra família guardar. Não vou precisar de nada de casa, vou ficar no apartamento mobiliado. - Dudu se aproxima e sorri. - Vai ser em New York, pelo menos já que você viaja tanto pra lá vamos nos ver.

- Isso é bom. Não quero perder contato. - Paulo se encosta na parede e o olha, sem camisa e de calça jeans e tênis. - Tá indo pro aeroporto?

- Meu voo é daqui a duas horas. Tenho tempo pra conversar.

- Eu não quero atrapalhar sua viagem, só queria te ver antes de você ganhar o mundo. Boa sorte. - Paulo sorri e o puxa pra um abraço. - Não nos resolvemos direito, mas com essa viagem como que resolve?

- Eu sempre te amei. Desculpa por brigas, ciúmes e ameaças. Quero que seja feliz com Thales, ele te ama muito. - Eles se abraçam de novo. - Ah, eu tenho algumas coisas pra te dar.

- Pra mim?

Dudu vai no quarto e pega três presentes e uma pulseira.

- Essa pulseira é uma das minhas favoritas, quero que você fique com ela. - Paulo pega, sorri e coloca no braço.

- Obrigado.

- E esses três presentes são para a Bianca, Bruna e Bernardo. - Ele entrega os presentes. - Acertei os nomes?

- Acertou. Não precisava, Dudu. Mesmo assim obrigado, espero que quando eles nascerem, sirva direitinho.

Ele olha os três macacões escritos "JÁ TÔ LIGADO NO 220 VOLTS", um rosa, um lilás e um azul. Paulo o puxa para um abraço novamente, agora mais demorado e forte.

- Boa sorte em Nova York. A gente se fala. Obrigado pelos presentes e por tudo. - Paulo vai até o elevador e Dudu o segue. Ele entra e lê os lábios silenciosos do ex.

- Eu te amei muito.

- Eu também. - Paulo disse, também, em silêncio. E a porta se fechou.

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