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29. Nosso Momento - Giovanni

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Ao vê-la com o mesmo vestido vermelho que usara no dia em que nos beijamos na praia, fiquei maravilhado e não pude ter desejado melhor escolha. Ela estava radiante e, de repente, sair para jantar me pareceu um tempo desperdiçado, mas mantive o convite.

Após o fracasso da comida estranha, senti-me frustrado, a noite perfeita planejada não aconteceria. Contudo Emily não se deixou influenciar por esse detalhe e acabou por se entregar aos meus braços e beijos.

Durante muito tempo desejei tê-la, tornando-me agora um bocado inseguro por desconhecer o que ela concluíra do contato de nosso corpo. Mas seu sorriso e o brilho de seus olhos me trouxeram a paz como resposta e não pude segurar a vontade de confessar o quanto eu a amava.

Eu não podia negar, eu a amava não como um adolescente, mas como um homem que encontrou aquela a quem se quer passar toda a vida.

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Adquirimos com rapidez uma agradável rotina nos próximos quatro meses. Passávamos quase todas as noites juntos em seu apartamento ou no meu. Aninhávamos-nos na cama após trocas calorosas de carinho e dialogávamos sobre algum livro interessante ou apenas conversávamos. Era uma vida próxima a um casamento o que era para mim um deleite.

À noite, depois de meu trabalho, eu tinha sua atenção quase exclusiva, a não ser pelas vezes que Gustavo mantinha-se presente.

Tive mais um curso de mergulho como instrutor; Pedro havia desistido do cargo assim eu aproveitei para fazer quase uma lua-de-mel com minha namorada. Mergulhamos novamente juntos, passeamos abraçados à beira da praia e nos beijamos novamente, várias vezes, na porção de areia em que demos o primeiro beijo. Foi um final de semana no paraíso.

No aniversário de oito anos de Nina, mantive-me longe de Rebeca e seus comentários ofensivos, já que o importante era a felicidade da pequena e não nossas diferenças de adultos. Emily sentiu-se acanhada em me acompanhar, assim no dia seguinte, ela e Gustavo ofereceram um bolo de chocolate para comemorarem também o aniversário. Ainda deu a Nina uma arara de pelúcia, pois a menina ficara encantada com Lucky quando o viu pela primeira vez. Nina amou o brinquedo e passou a carregá-lo consigo quando vinha nos visitar, dizendo que sua arara era namorada de Lucky.

E agora minha filhapreferia ir até o apartamento de minha namorada ao invés do meu próprio,enquanto o relacionamento das duas continuasse a se fortalecer eu nãoreclamaria. Afinal tudo parecia estar em seu rumo perfeito, quem sabe logooficializaríamos nossa relação com um anel. ashe9wBK


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