Olá para todos os leitores de "Aquela Noite"! Gostaria de agradecê-los por lerem minha história. Quando comecei a escrever somente tinha a certeza que eu seria o primeiro leitor, jamais sonharia que tantas pessoas a leriam e gostariam dessa forma diferente e esquisita de escrita rápida, onde o mais importante é a história, deixando boa parte dos detalhes para a imaginação de quem lê. Como um quadro ou uma poesia que terá sua avaliação diferente dependendo da pessoa.
Eu irei retirar este livro do Wattpad no dia 15 de Junho, pois realizarei um sonho. Publicarei esta história e estarei com ela na Próxima Bienal Internacional do livro em São Paulo.
Caso alguém não consiga terminar a leitura até este dia, entre em contato comigo e será uma satisfação minha enviar o restante dos capítulos por e-mail.
Estou postando a continuação aqui no Wattpad (A Última Original), espero que possamos continuar nos divertindo, eu ao escrever e vocês ao ler.
Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!
Quem quiser acompanhar a página do livro acessem o link: https://www.facebook.com/aquelanoite2016/
Fábio Vera Cruz
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Trecho narrado por Douglas
Já tinha se passado mais de uma semana que eu tinha deixado tia Anne e Diego em Riacho Doce e tinha vindo para algum lugar de São Paulo. Parecia que eu estava no exército. Não. Era muito pior do que tudo que eu já tinha passado. Testávamos nossos limites diariamente, cada um de nós carregava vários utensílios de prata e recebia pequenas doses diárias do veneno que nos impedia de nos transformar. Segundo o Caçador que nos treinava, era tudo para nos deixar mais resistentes a ambos mas eu sei que era para nos controlar também.
Treinávamos táticas de guerrilha, lutávamos uns contra os outros e aprendíamos as técnicas dos caçadores para matarmos vampiros.
O Nosso instrutor de hoje, um homem carrancudo, cabelos curtos, aparentava ter algo em torno de trinta anos nos passava nosso objetivo do dia.
- Os vampiros são bem organizados. Estão infiltrados em tudo, principalmente na política. Não pensem que os encontrarão em cavernas. Hoje a sociedade na qual eles tentam dominar os obrigou a separarem-se, permitindo essa nossa nova tática. Vamos pegar um de cada vez. A Sarah Miller nos passou vários fatos novos que podem determinar essa guerra a nosso favor. Ela conseguiu também informações privilegiadas dos vampiros proclamados como a Nobreza. Hoje vamos atrás de um deles. Cada um de vocês recebeu todos os dados desse sujeito. Vamos usar a tática trinta e nove.
Olhei para o relatório em minhas mãos. O sujeito em questão era o sobrinho de um deputado. Aparentemente um cara comum. Ajuda os pobres, dá aulas em uma faculdade por alguns dias e já foi visto em algumas casas noturnas da região. Essa noite montamos guarda na saída de uma dessas casas noturnas, nos dividimos em três grupos de três. Acompanhamos o sujeito por todo o trajeto. Ele fazia questão de seguir à pé até sua casa. Ele passou por uma mulher, ela parecia estar com problemas em sua bicicleta, ele aproximou-se dela, pude perceber, algo estava errado. Ele agarrou a jovem e a forçou a se abaixar. Em seguida várias flechas de madeira perfuraram seu corpo. A mulher aproveitou a desorientação do vampiro e correu. Eu e os outros lobisomens nos transformamos e os cercamos a tempo de vê-lo retirar as estacas de seu corpo.
- Como vocês? Vocês que estão nos caçando? Lobisomens? Vocês são nossa presa. São nossos cachorrinhos. – Gritava o vampiro no meio da rua deserta.
Agarrei-o pelo pescoço, pressionei com toda a minha força mas não conseguir esmaga-lo. – Como a Sarah conseguia fazer aquilo tão facilmente? – Ele me acertou um forte chute em meu estômago. O joguei na direção de um pequeno matagal, logo estávamos em plena batalha. Foram necessários quatro lobisomens para acabarmos com ele.
Outras equipes mistas de caçadores e lobisomens caçavam outros vampiros mais fracos. A nossa equipe sempre ficava com esse serviço mais pesado.
- Caçadores, vocês não podem depender de sua força de lobo. Poderiam ter acabado com ele usando algumas técnicas que passamos. Vamos embora, logo chegará outra missão. – Falou nosso instrutor, apenas o conhecíamos como instrutor, ele nunca mencionou seu nome.
- Sim, senhor instrutor! – Todo nosso grupo de nove homens falou em uníssono.
Eu pensava todas as noites como estava sendo doloroso para a Sarah ter que conviver e treinar junto com o homem que acabou com a vida de sua mãe, um monstro. Praticamente não nos falamos nesse período. Ainda por cima eu tinha que dividir o beliche com esse tal de Leonardo. A Sarah mencionou que eram conhecidos mas o olhar dele não era de quem queria ser apenas seu amigo.
- Douglas, você foi muito bem hoje. – Ele falou, subindo na parte de cima do beliche.
- Que isso. Ainda preciso treinar muito para acertar aquele tiro de vinte metros com a besta.
- Estamos bem próximos do eclipse, será que conseguiremos derrota-los à tempo?
- Não sei! Mas precisamos confiar na Sarah! Toda vez que fico cansado ou quero desistir eu lembro que ela está enfrentando algo muito pior do que eu. Isso me dá forças mas ao mesmo tempo me deixa triste.
- Ela é mais forte do que todos nós juntos. Tenho certeza que ela ficará bem amigo! Agora vamos dormir, pelo que me lembro temos quatro horas até nossa próxima missão.
Eu olhava para meus colegas caçadores, para os lobisomens. Abri meu pingente com a foto da Sarah, dei um pequeno beijo nela. Dormi.
Trecho narrado por Sarah
Cada vez mais lobisomens fortes aderiam ao nosso plano, principalmente depois que vencemos a batalha contra milhares de vampiros em Minas Gerais. Agora os enfrentávamos em seu próprio território, caçando-os um de cada vez. Eles não podiam sair de seus disfarces e nos atacar diretamente. Não estávamos dando tempo para eles pensarem em uma saída. Eu e meu pai estávamos sempre lutando contra os mais fortes. Ao mesmo tempo eu aprendia mais com ele.
- Conseguimos chamar a atenção dela. – Meu pai falou, transformando-se em humano novamente.
Me transformei também em humana, tinha aprendido como fazer isso rapidamente e aprendi também como manter minhas roupas intactas durante a transformação.
- Atenção de quem Paulo?
- Da pseudo-original Nicoly. Soube que ela está vindo para o Brasil em breve.
- Como sabe dessas coisas?
- Tenho meus informantes espalhados por todos os cantos. Com nossa pequena guerrilha contra os vampiros acabamos chamando sua atenção. Ela sabe que estou aqui.
- Quando ela chegará?
- Ela virá para ficar apenas um dia, o dia do eclipse. Só teremos esta chance para derrota-la.
- Mas não poderemos nos transformar nesse dia. – Eu lembrei-o
- E esse será nosso trunfo contra ela, Nicoly estará com a guarda baixa pensando estar segura contra mim. Ela não sabe de sua existência.
Eu já tinha cansado de seus joguinhos, ele nunca me falava o que eu queria saber, nunca respondia às minhas perguntas com uma resposta direta. Eu me sentia mais forte mas não a ponto de achar que seria páreo contra uma super vampira. Os dias passaram-se, quase não percebi devido aos treinamentos e aos constantes ataques aos vampiros da nobreza. Enfim, estávamos na véspera do dia dos eclipse. Eu tentava reunir minhas forças ao lembrar-me de minha família, o real motivo para eu estar lutando.
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Aquela Noite...
WerewolfAquela noite mudou toda minha vida! não sou mais a mesma pessoa de antes. Meu humor, meu corpo, meus pensamentos e até mesmo meus olhos não são mais os mesmos. Vivo segundo a segundo, noite após noite tentando me adaptar a este, ao que parece incont...
