Everything Has An End 16

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Estava à espera que mais pessoas lessem a parte 15, mas parece que isso não vai acontecer por isso fica aqui a 16ª parte. Obrigada, boa leitura:

Uma lágrima percorreu o rosto de Joanne. Um grito tentou sair, mas foi abafado pela respiração.

- Não mãe, não me faças isto, por favor! – pediu. - Eu não vou conseguir. Deixa-me ficar. Eu não posso ir para Inglaterra, a minha vida é aqui!

A mãe de Joanne sentia o coração despedaçar-se por ter de fazer aquilo, mas não havia outra solução.

- Tem que ser meu amor. Eu tenho coisas para tratar e não te posso deixar ficar em Portugal. Pode demorar anos e tu ainda não podes ficar sozinha. Nós temos que ir. Está decidido! Partimos daqui a dois dias. Aproveita o resto do dia de hoje para arrumar as tuas coisas e o de amanhã para te despedires dos teus amigos. Na segunda temos que apanhar o avião muito cedo. Desculpa filha, mas tem mesmo que ser. Voltamos assim que der. Eu adoro-te, mas desta vez tenho que fazer o que não te agrada.

Joanne não se conseguia contentar. A imagem de Flynn não lhe saia da cabeça. Já sentia saudades do seu namorado e do seu melhor amigo. Mesmo Matilde lhe causava um aperto no peito. Estava tudo tão bem, porquê agora? A ideia não parecia encaixar na sua cabeça de modo algum e tudo o que ela sentia era um vazio enorme, uma tristeza profunda, uma saudade antecipada.

Ligou imediatamente a Matilde porque lhe pareceu que era a pessoa mais indicada, apesar de não ser a mais próxima. A situação tornava todo o tipo de esforço cerebral muito complicado e Joanne não conseguia pensar, talvez fosse melhor se ligasse aos rapazes, num entanto só de imaginar a conversa que teria com duas das pessoas mais importantes as lágrimas corriam com mais força. O telefone continuava a chamar e, apesar de tentada, Joanne não desligou.

- O que se passa, linda? – questionou Matilde do outro lado da linha.

Joanne quase não conseguia falar, mas as palavras foram saindo da sua boca, sussurradas, quase impercetíveis.

- Eu vou ter que voltar para Inglaterra.

- Por quanto tempo?

- Não sei bem. Talvez mais do que um ano.

- Não podes mesmo ficar?

- Não. A minha mãe diz que não há mais para discutir. A decisão final é esta e eu não posso ter voto na matéria desta vez.

- Oh amiga! Já ligaste ao Miguel ou ao Flynn?

- Não, não tenho coragem. Eu amo o Flynn, eu não consigo sequer imaginar a cara dele quando eu lhe disser. E o Miguel, ele é o meu irmão, o meu melhor amigo, se não estivesses cá tu para o amparar depois disto… eu não lhes consigo dizer.

- Não podes ir sem lhes dizer nada.

- Eu sei, eu sei.

As lágrimas começaram a causar uma grande dificuldade em respirar a Joanne, do outro lado Matilde também estava com os olhos encharcados.

- Tenho que ir preparar as coisas. Amanhã falamos.

- Está bem, Jo. Ate amanhã. Adoro-te!

- Eu também te adoro.

Quando desligou, Joanne deixou-se cair na cama. A cabeça doía-lhe e já não conseguia ver bem. Passado alguns minutos, levantou-se e começou a tirar a roupa dos armários. Na prateleira de cima encontrou a caixa de recordações. Tirou a tampa e pegou no livro de dedicatórias que lhe tinham oferecido no seu aniversário, quando tinha começado a namorar oficialmente com Flynn. As imagens trouxeram-lhe uma melancolia inexplicável. Colocou a caixa na mala. Olhou para a parede e viu a fotografia que tinha mandado emoldurar. Como é que tinha passado tudo tão depressa. Já lá iam mais de 7 meses. Tudo poderia mudar agora.

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